Imersões culturais na África ganharam força no mercado brasileiro graças à Kuavi, agência fundada pelos beninenses Abbé Tossa e Fabrice Kpoholo, que já registra faturamento de R$ 76 mil ao aproximar viajantes brasileiros do cotidiano africano.
A ideia surgiu das inúmeras perguntas que os empreendedores recebiam sobre o Benin depois que se mudaram para o Brasil. Percebendo a curiosidade recorrente, eles decidiram transformar a própria vivência em negócio focado na experiência local autêntica.
Imersões culturais na África: agência fatura R$ 76 mil
Em 2017, Tossa organizou a primeira viagem totalmente dedicada à imersão cultural, experiência que marcou o embrião da Kuavi. Instalado na Vila Mariana, em São Paulo, o empreendimento iniciou as operações com capital de R$ 15 mil, apostando em roteiros personalizados, guias especializados e hospedagem em residências compartilhadas, sem hotéis na programação.
Os pacotes, comercializados por US$ 2,8 mil por pessoa (cerca de R$ 15 mil, sem aéreo), incluem convivência direta com moradores locais, oficinas gastronômicas e visitas guiadas a pontos históricos. A proposta é permitir que o viajante vivencie hábitos cotidianos que costumam ficar fora dos roteiros tradicionais.
O reforço brasileiro chegou com Glauce Cristine, que assumiu a área administrativa, colaborando na estratégia, formatação dos produtos e organização operacional. Com o trio à frente, a Kuavi projeta encerrar 2025 com faturamento de R$ 75 mil, avanço de 50% sobre os R$ 50 mil registrados em 2024.
Para impulsionar o crescimento, os sócios planejam ampliar o capital de giro e reestruturar parte dos roteiros. O próximo passo já está definido: em 2026 será lançado um programa de 15 dias no Senegal, focado na história, na cultura e em vivências comunitárias.
Segundo Tossa e Kpoholo, o impacto do negócio vai além da receita. A dupla enxerga na Kuavi uma forma de fortalecer a memória afetiva que conecta Brasil e África, revertendo estereótipos e aproximando as duas realidades. “O dinheiro é consequência do que a gente faz; o importante é o impacto emocional”, afirmam.
Imagem: Reprodução
Com o modelo de hospedagem compartilhada e a curadoria cultural minuciosa, a agência se diferencia em um mercado dominado por pacotes convencionais. A ausência de hotéis, por exemplo, coloca o viajante dentro da rotina local e favorece a troca direta de experiências.
Atualmente, as viagens são abertas periodicamente, conforme o calendário interno da empresa. Os grupos têm número restrito de participantes para garantir proximidade e qualidade nas atividades propostas. Com a procura crescente, a Kuavi avalia parcerias para ampliar a oferta sem perder o foco no atendimento personalizado.
Enquanto desenham novos destinos, os fundadores reiteram o propósito inicial: oferecer aos brasileiros uma perspectiva autêntica da África contemporânea, mostrando que o continente vai muito além dos clichês ainda presentes na imaginação popular.
Para acompanhar outras histórias de empreendedores em expansão, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Resumo: a Kuavi transforma curiosidade em oportunidade, entregando experiências imersivas na África e projetando crescimento contínuo. Conheça os detalhes e planeje sua próxima imersão cultural.



