Impeachment de Ibaneis: oposição protocola pedido no DF -

Impeachment de Ibaneis: oposição protocola pedido no DF

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Impeachment de Ibaneis é o foco de um novo pedido protocolado nesta sexta-feira (23) por três partidos de oposição no Distrito Federal, que responsabilizam o governador pelas negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

PSB-DF, Cidadania-DF e PSOL entregaram à Câmara Legislativa um extenso relatório que lista supostos crimes de responsabilidade ligados à condução do Executivo local nas operações com o banco público, alegando risco bilionário ao erário.

Impeachment de Ibaneis: oposição protocola pedido no DF

As siglas afirmam que o governo facilitou a compra de carteiras de crédito consideradas de baixa qualidade, criou dívidas sem previsão orçamentária, negociou sem transparência com o banqueiro Daniel Vorcaro e exerceu influência indevida sobre decisões internas do BRB.

O que motivou a denúncia

A ofensiva política foi deflagrada depois que Vorcaro, dono do Banco Master, citou o governador em depoimento prestado à Polícia Federal em 30 de dezembro, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o banqueiro, conversas sobre a tentativa de venda da instituição ocorreram “algumas vezes” com Ibaneis Rocha.

Investigação conjunta do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Banco Central aponta que, entre 2024 e 2025, o BRB transferiu R$ 16,7 bilhões ao Banco Master, incluindo a aquisição de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras supostamente inexistentes. O rombo estimado no banco público chega a R$ 4 bilhões, e o BC já exigiu um provisionamento mínimo de R$ 2,6 bilhões, embora o órgão ainda não confirme oficialmente esse valor.

Defesa do governador

Ibaneis Rocha negou qualquer participação direta. Ele declarou que “nunca tratou da operação BRBMaster com Vorcaro” e atribuiu todas as negociações a Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, afastado e demitido após operação da PF em novembro. “O único erro meu foi confiar demais em Paulo Henrique”, disse o governador.

Segundo Ibaneis, os quatro encontros com Vorcaro foram estritamente sociais, inclusive um almoço na casa do banqueiro, “organizado por um amigo em comum”, sem debate sobre assuntos bancários.

Como está a investigação

A Polícia Federal apura se o BRB tentou adquirir parte do Banco Master para evitar a quebra da instituição privada, que enfrentava crise de liquidez. A iniciativa, apoiada pelo GDF como acionista controlador do BRB, foi barrada pelo Banco Central em 2025. Paralelamente, órgãos de controle analisam suspeitas de gestão fraudulenta e falhas de governança na compra de carteiras de crédito de alto risco.

Ex-executivos de ambas as instituições prestaram depoimento entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. A nova diretoria do BRB contratou auditoria independente, mas ainda não divulgou conclusão.

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Imagem: Divulgação

Próximos passos na Câmara Legislativa

O pedido de impeachment será analisado pelo presidente da Câmara Legislativa do DF, que pode arquivar a representação ou encaminhá-la à Comissão Especial. Caso o colegiado aceite a denúncia e os parlamentares aprovem em plenário, Ibaneis Rocha poderá ser afastado por até 180 dias enquanto responde ao processo.

Para os autores, a citação do governador por Vorcaro e o volume de recursos públicos envolvidos justificam a medida. A base governista, no entanto, considera o pedido “eleitoreiro” e confia que não haverá votos suficientes para avançar.

Ainda não há prazo definido para a decisão da Mesa Diretora, mas a oposição pressiona por celeridade, citando a gravidade das suspeitas e o impacto financeiro potencial para o DF.

Com a controvérsia em curso, o futuro político de Ibaneis Rocha dependerá tanto do desdobramento das investigações federais quanto da correlação de forças na Câmara Legislativa.

Resumo: o processo de impeachment de Ibaneis foi oficialmente aberto por três partidos que questionam a legalidade das operações entre BRB e Banco Master. O governador nega envolvimento, enquanto órgãos de controle investigam um possível prejuízo de R$ 4 bilhões ao banco público. A decisão agora está nas mãos dos deputados distritais.

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