Importação cai 9,8% em janeiro e indica desaquecimento -

Importação cai 9,8% em janeiro e indica desaquecimento

Importação cai 9,8% em janeiro de 2026 na comparação anual, sinalizando possível desaceleração da atividade econômica brasileira, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic).

O recuo foi puxado principalmente pela queda de 15% nos desembarques de bens intermediários, categoria que responde por quase 60% das compras externas do país. O resultado contribuiu para um superávit comercial de US$ 4,3 bilhões no mês, superior aos US$ 2,3 bilhões registrados em janeiro de 2025.

Importação cai 9,8% em janeiro e indica desaquecimento

Queda concentrada em bens intermediários

De acordo com a Secex, a participação dos bens intermediários nas importações totais recuou de 62,8% para 59,2% em um ano. Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a retração reflete a menor demanda da indústria local, que já vinha demonstrando perda de fôlego no fim de 2025.

Indústria em ritmo mais lento

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial caiu 1,2% de novembro para dezembro de 2025, acumulando retração de 1,9% desde setembro. Esse cenário, segundo Castro, ajuda a explicar a menor necessidade de insumos importados.

Desempenho de outras categorias

Além dos intermediários, as importações de combustíveis encolheram 21,5%. Já os bens de capital apresentaram leve alta de 1,1%, indicando estabilidade no investimento produtivo. O destaque positivo ficou por conta dos bens de consumo, com avanço de 11,9%, impulsionado pelo aumento na compra de automóveis.

Automóveis vindos da China ganham espaço

Em janeiro, o Brasil importou US$ 564 milhões em veículos, mais que o dobro dos US$ 274 milhões de um ano antes. Desse total, 75% (US$ 374,9 milhões) vieram da China, país que havia vendido apenas US$ 31,7 milhões em janeiro de 2025.

Superávit maior, corrente de comércio menor

A queda nas importações superou a retração de 1% nas exportações, resultando em saldo comercial maior. Mesmo assim, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) encolheu 5,1%, para US$ 46 bilhões, reforçando o sinal de menor dinamismo externo.

Segundo Castro, se o ritmo de redução das importações persistir nos próximos meses, novas revisões para baixo no crescimento econômico poderão ocorrer.

Para continuar acompanhando as tendências do comércio exterior e outras análises sobre a economia brasileira, visite também nossa seção de Economia e fique por dentro das novidades.

Resumo: as importações brasileiras tiveram queda expressiva em janeiro, sobretudo nos bens intermediários, indicando arrefecimento industrial. Acesse nossos conteúdos e receba atualizações diárias sobre finanças e mercado.

Scroll to Top