Imposto de Renda terá uma nova faixa de isenção a partir de 1º de janeiro de 2026, eliminando o tributo para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e reduzindo o valor devido por quem ganha até R$ 7.350.
As mudanças foram sancionadas nesta quarta-feira (26/11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aprovou o Projeto de Lei 1.087/2025 após nove meses de tramitação no Congresso Nacional.
Imposto de Renda: tabela 2026 isenta salários até R$ 5 mil
A medida cumpre promessa de campanha de Lula e foi elaborada pelo Ministério da Fazenda em março. A proposta passou pela Câmara, onde foi relatada pelo então presidente Arthur Lira (PP-AL) e aprovada por unanimidade em 1º de outubro. No Senado, o parecer favorável ficou com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que também garantiu aprovação unânime em 5 de novembro.
Como ficam as faixas de tributação
Com a nova lei, os contribuintes se enquadram nas seguintes condições:
- Até R$ 5.000,00: alíquota zero (isenção total);
- De R$ 5.000,01 a R$ 5.500,00: 75% de desconto sobre o imposto devido;
- De R$ 5.500,01 a R$ 6.000,00: 50% de desconto;
- De R$ 6.000,01 a R$ 6.500,00: 25% de desconto;
- De R$ 6.500,01 a R$ 7.350,00: redução proporcional, até atingir a alíquota cheia;
- Acima de R$ 7.350,00: aplicação integral da alíquota de 27,5%.
Impacto no bolso do contribuinte
Estimativas da Fazenda apontam que quem passar à faixa de isenção pode economizar até R$ 4.356 por ano. Nas faixas com desconto parcial, a economia anual varia de R$ 1.300 a R$ 3.300, dependendo da renda. O governo calcula que aproximadamente 25 milhões de brasileiros serão beneficiados.
Entrada em vigor e folha de pagamento
Como a vigência começa em 1º de janeiro de 2026, os efeitos práticos aparecerão no contracheque referente a esse mês, normalmente pago até o quinto dia útil de fevereiro. Empresas e departamentos de recursos humanos terão de atualizar sistemas de folha para aplicar a nova tabela.
Tramitação sem alterações no Senado
Para acelerar a implementação e evitar retorno do texto à Câmara, Renan Calheiros manteve o conteúdo aprovado pelos deputados. Assim, a sanção presidencial ocorreu sem veto ou ajuste de última hora.
Imagem: Divulgação
Próximos passos para os contribuintes
Até que a mudança entre em vigor, a Receita Federal deve publicar instruções normativas detalhando a aplicação das novas faixas e atualizando sistemas de recolhimento na fonte. Especialistas recomendam que trabalhadores verifiquem seus contracheques em fevereiro de 2026 para confirmar a corretagem da nova tabela.
Em síntese, a lei amplia a faixa de isenção e reduz o imposto para quem ganha até R$ 7.350, aliviando a carga tributária de milhões de brasileiros.
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