Inadimplência do Banco do Brasil sobe R$ 3,6 bi com Braskem — a deterioração do indicador no quarto trimestre de 2025 teve como principal origem uma exposição de R$ 3,6 bilhões a títulos ligados à petroquímica Braskem, segundo fonte de mercado ouvida pelo portal Money Times.
O Banco do Brasil (BB) apontou, em seu balanço, que o índice de atrasos acima de 90 dias ficaria em 4,88% não fosse esse caso pontual; com ele, a taxa saltou para 5,17%. A operação, embora contabilizada como títulos e valores mobiliários (TVM), possui natureza semelhante a um financiamento tradicional, trazendo risco de calote.
Inadimplência do Banco do Brasil sobe R$ 3,6 bi com Braskem
Impacto isolado, segundo a diretoria do BB
Na apresentação de resultados desta quinta-feira (12), o vice-presidente de Controles Internos, Felipe Prince, classificou o episódio como “pontual” e afirmou que não deve se repetir. De acordo com o executivo, o crédito foi repassado a um fundo especializado em ativos de maior risco ainda em janeiro de 2026, encerrando a exposição direta do banco.
Prince explicou que o atraso foi registrado durante a negociação da dívida. “Algumas soluções tentadas no passado não avançaram. Estruturamos uma alternativa robusta ao longo de 2025 e, durante as tratativas, a operação entrou em inadimplência. Após a cessão ao fundo, não esperamos novo impacto no primeiro trimestre de 2026”, disse.
Como a operação foi estruturada
A exposição, alocada na carteira de Atacado, surgiu por meio de papéis emitidos pela Braskem que, na prática, funcionam como empréstimos. Apesar de não constarem na linha tradicional de crédito, esses ativos carregam risco equivalente e, quando entram em atraso, afetam o índice de inadimplência da mesma forma.
Situação financeira da Braskem
A petroquímica atravessa um período delicado. No fim do terceiro trimestre de 2025, a dívida bruta consolidada somava US$ 10,1 bilhões. A combinação de alavancagem elevada e spreads setoriais comprimidos pressiona as margens e reduz a geração de caixa.
Diante desse cenário, a companhia negocia com credores um plano de recuperação extrajudicial, previsto para ser apresentado até março de 2026. As conversas ocorrem paralelamente à mudança de controle que envolve a gestora IG4 Capital e a Novonor.
Imagem: Divulgação
Mercado monitora risco de crédito
A revelação de que a Braskem está por trás do aumento de R$ 3,6 bilhões na inadimplência do BB reforça a atenção do mercado aos desdobramentos do endividamento da empresa. Investidores acompanham de perto a possibilidade de novos acordos, bem como o efeito que o ciclo de spreads baixos pode ter sobre a capacidade de pagamento da petroquímica.
Até o momento, nem Banco do Brasil nem Braskem se pronunciaram publicamente sobre o episódio.
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Resumo: a inadimplência do Banco do Brasil avançou porque uma exposição de R$ 3,6 bilhões a títulos da Braskem entrou em atraso, mas a diretoria do banco afirma que o efeito foi pontual e já foi repassado a um fundo de risco. Continue navegando pelo site e fique por dentro das próximas movimentações dos grandes players do mercado.



