Incêndio em Hong Kong provocou a morte de 146 pessoas e mantém 150 moradores como desaparecidos, segundo atualização divulgada neste domingo (30/11) pela polícia local.
As chamas consumiram sete dos oito blocos do conjunto residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, ao norte da cidade, na quarta-feira (26/11). Outras 79 pessoas permanecem feridas, enquanto equipes de resgate vasculham os escombros para localizar novas vítimas.
Incêndio em Hong Kong deixa 146 mortos; buscas continuam
O desastre é o mais mortal registrado no território desde 1948. Mais de 2 mil bombeiros precisaram de quase 40 horas para conter o fogo, que atingiu temperaturas de até 500 °C.
Número de vítimas e desaparecidos
De acordo com a polícia, o balanço de mortos pode aumentar à medida que as operações avançam. Entre as vítimas já identificadas estão sete cidadãos indonésios, um filipino e o bombeiro Ho Wai-ho, 37 anos, encontrado sem vida cerca de 30 minutos após perder contato com sua equipe.
Investigações e prisões
A causa exata ainda não foi estabelecida, mas autoridades apontam que materiais inflamáveis usados na reforma do complexo — como telas plásticas, poliestireno e andaimes de bambu — facilitaram a propagação das chamas. A Comissão Independente Contra a Corrupção (ICAC) prendeu oito pessoas por suspeita de corrupção ligada às obras, enquanto outras três foram detidas por homicídio culposo. Um homem de 24 anos também foi preso por perturbação da ordem ao exigir investigação independente.
Debate sobre segurança em obras
Os andaimes de bambu, tradicionais na construção civil de Hong Kong, estão no centro das críticas. Moradores relataram que os alarmes de incêndio não funcionaram em nenhum dos oito blocos. Em resposta, o departamento de construção suspendeu temporariamente 30 projetos privados até que medidas de segurança sejam revisadas.
Homenagens e luto
Milhares de pessoas formaram filas de quase 2 km no domingo para deixar flores, velas e bilhetes junto às ruínas. O governo declarou luto oficial de três dias, iniciado no sábado, com bandeiras da China e de Hong Kong a meio-mastro e três minutos de silêncio em memória dos mortos.
Imagem: Divulgação
Histórico e perfil do complexo
Construído em 1983, Wang Fuk Court abriga 1.984 apartamentos e cerca de 4.600 moradores, dos quais quase 40 % têm 65 anos ou mais, segundo censo de 2021. Muitos habitantes residem no local desde a inauguração. O pior incêndio já registrado na cidade ocorreu em 1918, no Hipódromo de Happy Valley, com mais de 600 mortos.
A polícia estima que a investigação leve de três a quatro semanas. Enquanto isso, familiares aguardam notícias sobre desaparecidos, e especialistas discutem revisões nas normas de segurança para evitar novas tragédias.
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O incêndio expôs falhas em sistemas de segurança e impulsionou o debate sobre reformas na construção civil de Hong Kong. Continue acompanhando nossos conteúdos e receba alertas sobre temas que afetam diretamente sua vida financeira.



