Intervenção na Venezuela seria catástrofe, diz Lula -

Intervenção na Venezuela seria catástrofe, diz Lula

Intervenção na Venezuela foi o tema central do alerta feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula do Mercosul, realizada neste sábado, 20 de dezembro de 2025. O chefe do Executivo brasileiro advertiu que uma ação armada dos Estados Unidos contra o governo de Nicolás Maduro poderia gerar uma crise humanitária sem precedentes e reavivar conflitos na América do Sul.

Lula lembrou que, “passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas”, o continente volta a lidar com a presença militar de uma potência extrarregional. Na avaliação dele, os limites do direito internacional estariam sendo testados diante da mobilização das tropas norte-americanas no Caribe e da ameaça de derrubada do regime venezuelano.

Intervenção na Venezuela seria catástrofe, diz Lula

De acordo com o presidente, navios de guerra dos EUA cercam a costa venezuelana sob o argumento de combater o narcotráfico. O bloqueio inclui a interceptação de petroleiros, o que, segundo Lula, sufoca financeiramente um dos maiores produtores globais de petróleo e agrava a tensão regional.

Tropas no Caribe e vítimas confirmadas

Desde setembro, aproximadamente 25 ataques a embarcações no Mar do Caribe foram atribuídos às forças norte-americanas, resultando em pelo menos 95 mortos. Para Lula, essa escalada demonstra o risco de o continente “ser tragado por uma guerra de proporções imprevisíveis”.

Contato direto com líderes

Antes da reunião do Mercosul, Lula conversou por telefone com Nicolás Maduro e com Donald Trump. O presidente relatou ter sugerido ações diplomáticas e se oferecido para mediar o diálogo. “Disse ao Maduro que o Brasil está disposto a ajudar, e ao Trump que queremos evitar qualquer confronto armado na América do Sul”, declarou.

Nos próximos dias, Lula pretende retomar a conversa com o líder norte-americano e orientou o chanceler Mauro Vieira a permanecer no país caso a situação evolua. “Era possível negociar sem guerra. Por trás dessa ameaça pode haver outros interesses que ainda desconhecemos”, afirmou o presidente brasileiro, questionando as reais motivações de Washington.

Interesses em jogo

Em pronunciamento recente, Trump disse que a Venezuela está “completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul” e que a pressão só diminuirá quando Caracas “devolver aos Estados Unidos” petróleo, terras e bens. A declaração reforçou suspeitas de que a questão energética esteja no centro das tensões.

Precedente para o mundo

Para Lula, além da crise humanitária, uma ofensiva militar representaria um precedente perigoso no cenário internacional. O presidente reforçou que o Brasil tem “quilômetros de fronteira” com a Venezuela e, portanto, interesse direto na estabilidade regional.

Ao final da cúpula, os países do Mercosul não anunciaram medidas concretas, mas concordaram em monitorar os desdobramentos e buscar canais diplomáticos para conter a escalada.

Em síntese, o governo brasileiro vê na ameaça de intervenção na Venezuela um risco imediato à paz hemisférica e trabalha para evitar que a disputa ultrapasse o campo retórico.

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Este artigo destacou os alertas de Lula sobre o possível conflito na Venezuela. Acompanhe nossas atualizações e mantenha-se informado: leia, compartilhe e participe do debate.

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