IPC-S avança 0,59% na primeira quadrissemana de fevereiro, apontou nesta sexta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O índice, que mede semanalmente a evolução dos preços ao consumidor em sete capitais, acumula alta de 3,98% nos últimos 12 meses.
O resultado representa aceleração frente à leitura anterior, quando o indicador havia subido 0,40% no mesmo intervalo de janeiro. No fechamento de janeiro, o IPC-S também havia registrado elevação de 0,59%.
IPC-S avança 0,59% na primeira quadrissemana de fevereiro
Entre os oito grupos pesquisados, três ampliaram o ritmo de inflação. O maior impacto partiu de Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa saltou de 1,16% para 1,74%, refletindo principalmente o reajuste das mensalidades escolares típico do início do ano letivo.
No grupo Habitação, a variação passou de 0,23% para 0,37%, influenciada por aumentos em aluguel residencial e tarifa de eletricidade. Já Despesas Diversas acelerou de 0,23% para 0,27%, com destaque para serviços pessoais.
Por outro lado, Alimentação desacelerou de 0,70% para 0,49%, a despeito da pressão contínua de tubérculos, raízes e legumes. Saúde e Cuidados Pessoais cedeu de 0,46% para 0,36%, enquanto Transportes recuou levemente de 1,18% para 1,15%, com a retração dos preços de etanol contribuindo para o alívio.
Vestuário aprofundou a deflação, saindo de –0,62% para –1,30%, beneficiado por promoções pós-festas. Já Comunicação seguiu estável, sem variação registrada.
Imagem: Divulgação
O IPC-S compila preços coletados semanalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Brasília. A próxima leitura será divulgada na segunda quadrissemana de fevereiro, permitindo avaliar se a trajetória de inflação mantém o atual patamar ou inicia movimento de arrefecimento.
Com o resultado, a média móvel do índice reforça a expectativa de inflação controlada, mas ainda sujeita a pressões pontuais, sobretudo em serviços ligados à educação e habitação.
Para acompanhar outros indicadores que influenciam o bolso do consumidor, confira nossa cobertura completa na seção de Economia do site Diário de Finanças.
Em resumo, o avanço de 0,59% no IPC-S na primeira quadrissemana de fevereiro reflete reajustes típicos de início de ano, mas mostra desaceleração em itens sensíveis como alimentação e saúde. Continue de olho nas próximas leituras e fique informado sobre como esses movimentos podem afetar seu planejamento financeiro.



