IPOs na China e Índia puxaram a captação corporativa global por meio dos mercados de ações e títulos para US$ 6,88 trilhões nos oito primeiros meses de 2025, marca que não era registrada havia quatro anos.
O volume representa avanço de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento que acompanha emissões em bolsas e emissões de dívida corporativa no mundo inteiro. O desempenho foi favorecido por grandes ofertas públicas iniciais nos dois maiores países asiáticos, pela corrida de investimentos em inteligência artificial e pelo alívio monetário promovido por bancos centrais.
IPOs na China e Índia elevam captação global em 4 anos
Entre janeiro e agosto, companhias chinesas e indianas responderam por parte relevante dos aumentos de capital via ações, com operações bilionárias que atraíram investidores em busca de crescimento de longo prazo. Esses IPOs, somados ao maior apetite por risco em setores ligados à IA, garantiram fluxo adicional de recursos, compensando a cautela em outros mercados.
Paralelamente, cortes de juros em diferentes economias — notadamente na Ásia — reduziram o custo de captação no mercado de dívida. Isso estimulou empresas a antecipar emissões de títulos antes de uma eventual reversão no ciclo monetário, impulsionando o montante total para o maior patamar desde 2021.
Embora o aumento anual seja modesto, o resultado consolida tendência de recuperação após o período de retração observado durante a pandemia e o ciclo de aperto monetário global. Analistas destacam que o número de operações bem-sucedidas em bolsa é indicador de confiança renovada dos investidores, principalmente em tecnologia e infraestrutura digital.
Para o restante de 2025, casas de análise veem espaço para novas aberturas de capital nos setores de semicondutores, energia renovável e saúde, sobretudo na Ásia. A continuidade da política de juros mais baixos pode manter o custo de funding atrativo, preservando o ritmo de emissões de títulos corporativos.

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No entanto, especialistas alertam que a volatilidade cambial e eventuais pressões inflacionárias seguem como riscos. Caso o ambiente macroeconômico se deteriore, há possibilidade de adiamento de operações previstas para o último trimestre.
Até o momento, porém, o mercado celebra o fôlego extra trazido pelos IPOs asiáticos. O patamar de US$ 6,88 trilhões consolida 2025 como o melhor ano para captações corporativas desde 2021 e reforça o protagonismo de China e Índia na atração global de capitais.
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Resumo: os IPOs realizados na China e na Índia, somados ao avanço da inteligência artificial e ao corte de juros, levaram a captação global de ações e títulos a US$ 6,88 trilhões até agosto, maior nível em quatro anos. Acompanhe nossas atualizações e mantenha-se informado.



