Itaú oferece indenização de até dez salários adicionais aos cerca de mil funcionários desligados em setembro por alegada baixa produtividade durante o home office, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A proposta foi apresentada nesta segunda-feira, 6 de outubro, em audiência de conciliação mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). O banco confirma a negociação, mas informa que os termos permanecem sob segredo de Justiça.
Itaú oferece indenização a demitidos do home office
De acordo com o sindicato, o pacote prevê parcela fixa de R$ 9 mil, pagamento da 13ª cesta-alimentação e componente variável vinculado ao tempo de serviço. Quem trabalhou até 23 meses receberá quatro pisos salariais do Itaú; quem tem mais de dois anos de casa terá direito a seis pisos, acrescidos de meio salário por ano trabalhado, limitado a dez salários.
Como será a adesão à proposta
Os trabalhadores afetados deliberam sobre a oferta em assembleia híbrida marcada para quinta-feira, 9 de outubro. Caso aprovada, a adesão será individual e deverá ocorrer em até seis meses.
Posicionamento do sindicato
Neiva Ribeiro, presidente do sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, considera a proposta positiva, mas reafirma indignação com as demissões. Ela destaca que a entidade continuará mobilizada por transparência nas ferramentas de monitoramento e pela preservação de direitos no teletrabalho.
Argumentos do banco
Em nota, o Itaú Unibanco nega que se trate de demissão em massa. O banco classifica os cortes como “desligamentos plúrimos”, alegando análise individual, sem objetivo de reduzir quadro. A instituição afirma ter utilizado métricas de aderência à jornada e atividade digital, em conformidade com a legislação.
Origem da controvérsia
Após quatro meses de monitoramento dos empregados em regime híbrido ou remoto, por meio de softwares como o xOne, o banco apontou cerca de 2 mil pessoas com poucas horas registradas de atividade. Destes, metade teve justificativas aceitas pela gestão; os demais foram dispensados, mesmo que alguns tivessem cumprido metas e recebido promoções.

Imagem: Andrew Neel
Critérios de avaliação
O Itaú avaliou 60% do seu quadro de 95 mil funcionários, totalizando 57 mil analisados. As demissões representaram aproximadamente 1,75% desse grupo. Segundo relatos colhidos pelo sindicato, parte dos desligados alegou que suas funções não exigiam uso constante do computador ou que permaneciam longos períodos em reuniões virtuais.
Legalidade do monitoramento
Advogados trabalhistas ouvidos pela entidade sindical afirmam que a fiscalização do teletrabalho é permitida, desde que prevista em contrato e comunicada aos empregados. No entanto, a forma de aplicação e os critérios adotados continuam sob discussão.
Agora, a decisão sobre aceitar ou não a proposta de indenização caberá a cada colaborador dispensado, caso o acordo coletivo seja ratificado na assembleia desta semana.
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Em resumo, o Itaú Unibanco colocou sobre a mesa uma compensação financeira considerável aos demitidos por baixa produtividade no home office. Se você quer continuar informado sobre direitos trabalhistas e tendências do mercado de trabalho, acompanhe nossas atualizações e compartilhe este conteúdo.



