Juros do cartão de crédito: evite armadilhas no Natal

Juros do cartão de crédito: evite armadilhas no Natal preocupam consumidores às vésperas das compras de fim de ano, mesmo após a lei que limitou o rotativo a 100% do valor da dívida.

Desde 2 de janeiro de 2024, está em vigor a norma aprovada pelo Congresso Nacional no âmbito do Programa Desenrola Brasil, que impede bancos de cobrarem mais que o dobro do débito original no crédito rotativo. A medida, porém, não conteve a escalada das taxas durante 2025, conforme mostram dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central.

Juros do cartão de crédito: evite armadilhas no Natal

Os números mais recentes indicam aumento nas taxas médias para famílias e empresas ao longo deste ano. Na prática, mesmo com o teto legal, o consumidor pode ver a dívida crescer rapidamente se não quitar o saldo integral até a data de vencimento.

O que mudou com a lei do Desenrola Brasil

A legislação determinou que, no crédito rotativo, o valor total cobrado — somando juros, encargos e multa — não ultrapasse 100% do débito inicial. Antes, não havia limite, e o saldo podia multiplicar-se várias vezes em pouco tempo. A regra vale para faturas de cartões emitidas a partir de 2 de janeiro de 2024.

Taxas voltam a subir em 2025

Mesmo com o novo teto, as instituições financeiras ajustaram suas tabelas. Segundo o Banco Central, os juros médios do rotativo voltaram a subir ao longo de 2025, pressionando o orçamento de quem não paga a fatura integral. Especialistas apontam que a limitação evita endividamento infinito, mas não torna o crédito barato.

Dicas para não comprometer o orçamento

Para driblar as “armadilhas” do cartão durante o Natal, economistas recomendam:

  • Planejar as compras com antecedência e definir um limite de gastos compatível com a renda.
  • Evitar parcelar presentes em prazos longos, mesmo sem juros, pois as parcelas acumuladas limitam o orçamento dos meses seguintes.
  • Pagar sempre 100% da fatura até o vencimento. Caso não seja possível, optar por formas de parcelamento com juros menores do que o rotativo.
  • Comparar ofertas de diferentes lojas e negociar descontos à vista, reduzindo a necessidade de crédito.

Como agir se a dívida já existe

Quem entrou no rotativo antes da lei pode buscar renegociação. Bancos e financeiras são obrigados a oferecer alternativas como parcelamento com taxas menores ou migração da dívida para linhas mais baratas. O Programa Desenrola Brasil continua aberto a cadastrar consumidores negativados que se enquadrem nos critérios de renda e valor devido.

Durante as festas, o cartão segue sendo ferramenta prática e segura, mas exige disciplina. A orientação principal continua a mesma: usar crédito apenas quando houver certeza de pagamento em dia.

Seguindo essas estratégias, o consumidor minimiza riscos e mantém as contas em ordem após o período de compras.

Para aprofundar seu planejamento financeiro e entender outras modalidades de crédito, confira o conteúdo completo em nossa seção de cartões de crédito no Diário de Finanças.

Em resumo, conhecer os limites legais e controlar gastos são passos essenciais para celebrar o Natal sem surpresas na fatura. Aproveite as dicas e compartilhe esta notícia para ajudar mais pessoas a protegerem o bolso.

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