Juros futuros recuam antes da ata do Copom e liquidez fraca

Juros futuros recuam antes da ata do Copom e liquidez fraca marcaram o encerramento do pregão desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025. Com volume financeiro reduzido, investidores preferiram adotar cautela à véspera da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para amanhã às 8h.

Os principais contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram leve queda. O DI para janeiro de 2027 passou de 13,64% para 13,635%; o de janeiro de 2029 cedeu de 13,01% para 12,98%; já o de janeiro de 2031 recuou de 13,295% para 13,255%.

Juros futuros recuam antes da ata do Copom e liquidez fraca

Logo na abertura dos negócios, o mercado reagiu ao recuo de 0,25% do IBC-Br em outubro ante setembro. O dado contraria a expectativa de leve avanço e reforça a percepção de desaceleração da atividade econômica, aumentando as apostas em cortes da Selic em 2026.

Ata do Copom é aguardada para calibrar expectativas

Após um comunicado considerado conservador na decisão de juros da semana passada, a ata deverá detalhar a avaliação do colegiado sobre inflação, atividade e riscos. No mercado de opções digitais de Copom, a probabilidade de manutenção da Selic em 15% na reunião de janeiro caiu de 49% para 47%, enquanto a chance de corte de 0,25 ponto, para 14,75%, oscilou de 39% para 39,5%.

Análise dos economistas

Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, o IBC-Br surpreendeu negativamente e intensifica o debate sobre a política monetária. “O resultado vai de encontro a um dos pilares citados no último comunicado do Copom, que apontava ritmo de crescimento ainda positivo”, afirmou.

O Bank of America (BofA) mantém a projeção de que o Brasil será líder em afrouxamento monetário na América Latina. Em relatório assinado por David Beker, o banco vê espaço para a Selic atingir 11,25% ao fim de 2026, ante 12,13% indicados pelo Focus. Para o encerramento do ciclo, a taxa poderia cair a 10,50%.

Estratégias de mercado

Diante da perspectiva de cortes mais rápidos e profundos, os estrategistas do BofA mantêm posições aplicadas nos contratos de DI para janeiro de 2029, mirando 11,65% e stop-loss em 13,50%. “Esperamos que a inflação cheia, o núcleo e a inflação de serviços fiquem dentro da banda da meta em 2026, apoiados por menor atividade e políticas restritivas”, destacam Ezequiel Aguirre, Christian Gonzalez Rojas e David Hauner.

Cenário eleitoral e riscos

A menor volatilidade eleitoral também contribuiu para o viés construtivo nos ativos locais. Contudo, incertezas sobre investimentos privados e possíveis desdobramentos políticos seguem no radar, podendo influenciar o ritmo de cortes da Selic.

Em síntese, a sessão foi marcada por leve alívio das taxas, liquidez reduzida e expectativa elevada pela ata do Copom, que deverá oferecer pistas decisivas sobre o início e a intensidade do ciclo de flexibilização monetária.

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Fique atento aos próximos movimentos do Banco Central: a ata do Copom pode redefinir apostas para a Selic e impactar diretamente seus investimentos. Continue nos acompanhando para receber as últimas notícias e insights.

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