Juros do crédito pessoal e do rotativo sobem em novembro voltaram a pressionar o bolso dos consumidores, segundo estatísticas divulgadas pelo Banco Central (BC). Dados referentes a novembro mostram elevação nas taxas para famílias, enquanto as empresas registraram leve alívio.
De acordo com o BC, o encarecimento foi puxado pelo crédito pessoal não consignado e pelo uso do cartão de crédito, modalidades que já carregam os juros mais salgados do mercado financeiro.
Juros do crédito pessoal e do rotativo sobem em novembro
No segmento de pessoas físicas, a média do crédito pessoal não consignado superou 100% ao ano, e o cartão de crédito parcelado avançou para além de 180% ao ano. Já o rotativo do cartão, utilizado quando o titular quita apenas parte da fatura, permaneceu acima de 440% ao ano, mesmo após o limite imposto pela legislação que restringe seu uso a 30 dias antes da migração automática para parcelamento.
Com isso, a taxa média para as famílias atingiu 59,4% ao ano em novembro. A escalada ocorre em meio ao atual nível da Selic, fixada em 15% ao ano — o maior patamar desde 2006 —, utilizada pelo Banco Central como principal instrumento de controle da inflação.
Empresas sentem alívio, mas crédito continua caro
Para as companhias, o cenário foi distinto: as taxas médias recuaram nas novas contratações, especialmente em linhas como desconto de duplicatas e capital de giro de longo prazo. Apesar da queda no mês, o juro empresarial ainda acumula alta em 12 meses, alcançando 24,5% ao ano.
Média geral do sistema financeiro
Considerando todas as modalidades de crédito — livres e direcionadas, para pessoas físicas e jurídicas — a taxa média global ficou em 31,9% ao ano. O volume de novas concessões, entretanto, diminuiu para R$ 637,5 bilhões em novembro, refletindo retração momentânea na demanda por financiamento.
Imagem: Rotativo do cartão de modalidade é uma das mais caras do mercado
Endividamento e inadimplência
O estoque total de crédito no país aproximou-se de R$ 7 trilhões, embora o ritmo de expansão tenha perdido força. O endividamento das famílias permaneceu elevado: quase metade da renda acumulada em 12 meses estava comprometida com dívidas em outubro. A inadimplência geral, que considera atrasos superiores a 90 dias, ficou em 3,8%, com maior incidência entre consumidores do que entre empresas.
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Os números evidenciam que as condições de financiamento continuam apertadas para as famílias, enquanto as empresas experimentam alívio pontual. Fique atento às próximas decisões de política monetária e avalie com cuidado antes de assumir novos compromissos financeiros.



