Desvalorização do real em 2025 repete padrão de 2024 -

Desvalorização do real em 2025 repete padrão de 2024

Desvalorização do real ganhou força nos últimos três meses de 2025 e, segundo relatório do Santander Brasil, ocorreu em intensidade muito próxima à vista no encerramento de 2024, quando comparada às moedas de outros mercados emergentes.

O estudo do banco, divulgado nesta quinta-feira (18), mostra que, embora o dólar não tenha chegado ao patamar de R$ 6,30 em dezembro, o estresse cambial de fim de ano ficou evidente. A análise considerou o desempenho do real frente a um conjunto de divisas pares entre outubro e dezembro de 2025.

Desvalorização do real em 2025 repete padrão de 2024

De acordo com o Santander, a moeda brasileira registrou trajetória de queda similar à do último trimestre de 2024, quando também foi superada pela maioria das moedas emergentes. O relatório ressalta que a pressão típica do período — marcada por menor liquidez internacional e ajustes de portfólio — voltou a pesar sobre o real.

Pressão cambial no último trimestre

Entre outubro e dezembro de 2025, o real foi uma das moedas com pior desempenho dentro do grupo monitorado pelo banco. O Santander assinala que, apesar de não haver pânico comparável ao de anos anteriores, a percepção de risco permaneceu elevada, favorecendo ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Comparação com pares de mercados emergentes

Para medir a perda de valor, os analistas acompanharam a variação do real em relação a divisas como peso mexicano, peso chileno, rand sul-africano e lira turca. A magnitude do recuo brasileiro foi classificada como “muito próxima” da constatada no último trimestre de 2024, repetindo o padrão de enfraquecimento frente às moedas pares.

Perspectivas

Embora o relatório não apresente projeções para 2026, o Santander menciona que o comportamento do real nos últimos meses de cada ano costuma refletir fatores sazonais, como remessas de lucros ao exterior, recomposição de posições cambiais e menor fluxo de capital para economias emergentes.

O banco conclui que, sem alterações significativas no cenário global ou doméstico, a moeda brasileira tende a manter correlação elevada com o humor internacional, fazendo com que episódios de aversão ao risco continuem impactando a taxa de câmbio.

Ao sinalizar que a queda deste ano repetiu o padrão de 2024, o Santander reforça a necessidade de monitorar atentamente o comportamento do fluxo financeiro nos trimestres finais, período em que o real tradicionalmente se mostra mais vulnerável.

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Em resumo, o Santander identifica que a desvalorização do real no fim de 2025 seguiu trajetória quase idêntica à de 2024, evidenciando a repetição de pressões sazonais sobre o câmbio. Continue acompanhando nossas atualizações e mantenha-se informado sobre os principais indicadores financeiros.

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