Juros futuros recuam com ajuste de prêmio nesta segunda -

Juros futuros recuam com ajuste de prêmio nesta segunda

Juros futuros recuam nesta segunda-feira (12) em uma sessão de baixa liquidez, marcada pela correção dos prêmios adicionados após a divulgação do IPCA brasileiro e do payroll norte-americano na última sexta-feira.

Com o foco nos vértices longos da curva, investidores aproveitaram o volume reduzido de negociações para devolver parte dos ganhos acumulados, enquanto os contratos de curto prazo permaneceram pressionados pela postura conservadora do Banco Central.

Juros futuros recuam com ajuste de prêmio em dia de pouca liquidez

Ao fim do pregão, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 baixou de 13,76% para 13,73%. O DI para janeiro de 2028 caiu de 13,065% para 13,005%, enquanto o de janeiro de 2029 recuou de 13,065% para 12,995%. Já o contrato para janeiro de 2031 diminuiu de 13,355% para 13,285%.

Correção concentra-se nos vértices longos

Depois de saltarem na sexta-feira com os dados de inflação no Brasil e emprego nos Estados Unidos, os juros futuros passaram por correção de prêmios. Diferentemente do movimento inicial, desta vez o alívio ficou restrito às pontas mais longas, refletindo a normalização dos temores técnicos que pressionaram a curva no início de 2026.

A estreia da NTN-F com vencimento em janeiro de 2037, leiloada na quinta-feira anterior, havia elevado os rendimentos dos títulos prefixados e reforçado a inclinação da curva. Superado o leilão e absorvidos os papéis sem dificuldades, operadores viram espaço para reduzir o prêmio de risco nos contratos mais extensos.

Pressão externa não impede alívio

Nos Estados Unidos, as taxas dos Treasuries subiram durante todo o dia, à medida que o mercado aumentou o prêmio de risco diante de nova suspeita de interferência do governo Donald Trump na política monetária do Federal Reserve (Fed). Ainda assim, o ambiente externo adverso não foi suficiente para conter a melhora da renda fixa brasileira, apoiada no menor fluxo de ordens locais.

Expectativa por dados de serviços e varejo

Embora o pregão tenha sido calmo, a agenda doméstica promete mais volatilidade ao longo da semana. Amanhã saem os números do setor de serviços de novembro e, na quinta-feira (15), será divulgado o desempenho do varejo. Investidores utilizarão esses indicadores para recalibrar projeções sobre quando o Comitê de Política Monetária (Copom) pode iniciar o ciclo de cortes da taxa Selic, atualmente em 15%.

Em publicação no LinkedIn, Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, destacou que a inflação de serviços voltou a acelerar, mantendo o Banco Central em alerta. Mesmo com projeção de IPCA abaixo de 4% em 2026, Sobral avalia que as eleições presidenciais tendem a limitar o espaço para uma flexibilização mais agressiva, sobretudo enquanto a atividade econômica demonstrar resiliência.

Com a atenção dividida entre a dinâmica inflacionária interna, o mercado de trabalho doméstico e os sinais vindos do Fed, agentes de mercado continuarão ajustando a curva de juros futuros conforme surgirem novos dados.

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Em resumo, os juros futuros recuaram nos vencimentos longos, devolvendo parte dos prêmios adicionados na semana passada. A expectativa agora recai sobre os indicadores de atividade que serão divulgados nos próximos dias, capazes de redefinir as apostas para a política monetária. Acompanhe nossas atualizações e receba todos os detalhes em primeira mão.

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