Juros futuros iniciaram a sessão desta sexta-feira em alta, reagindo à queda inesperada da taxa de desemprego no Brasil em outubro, o que reduziu as apostas de corte de juros pelo Banco Central na reunião de janeiro.
Por volta das 9h15, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 marcava 13,60%, acima dos 13,535% do ajuste anterior. No mesmo horário, o DI para janeiro de 2029 avançava de 12,71% para 12,775%, enquanto o DI para janeiro de 2031 subia de 12,995% para 13,05%.
Juros futuros sobem após desemprego ficar abaixo do previsto
O movimento ocorre depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a taxa de desemprego recuou de 5,6% para 5,4% em outubro. O mercado esperava queda mais modesta, para 5,5%. O dado, portanto, sinaliza maior resistência do mercado de trabalho e contraria a percepção recente de desaceleração econômica.
Desemprego surpreende analistas
A leitura mais robusta do emprego diminui a urgência de um afrouxamento monetário imediato pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Analistas vinham projetando início de cortes na Selic já em janeiro, mas a força do mercado de trabalho pode levar o BC a adotar postura mais cautelosa.
Efeito dos mercados externos
O pregão local também sente a influência do retorno das bolsas norte-americanas, que reabrem em sessão mais curta após o feriado de Ação de Graças. Mesmo com a liquidez reduzida, a combinação de emprego doméstico forte e retomada parcial dos mercados internacionais reforça a pressão de alta sobre os contratos de juros futuros brasileiros.
Perspectivas para a política monetária
Com a taxa básica em 13,75% ao ano, parte do mercado questiona até que ponto o Banco Central poderá adiar o início do ciclo de redução da Selic sem comprometer a atividade. A decisão dependerá do comportamento da inflação e de novos indicadores de emprego e renda até a próxima reunião do Copom.
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Reação dos investidores
Operadores destacam que o avanço dos vencimentos mais longos — especialmente 2029 e 2031 — reflete a percepção de manutenção de juros elevados por período prolongado. O ajuste nos prêmios de risco, segundo eles, tende a continuar enquanto não houver sinais claros de arrefecimento do mercado de trabalho.
Ao final desta manhã, o foco dos investidores permanece dividido entre os dados de atividade doméstica e o fluxo externo reduzido. A expectativa é de que a curva de juros siga volátil, acompanhando qualquer novidade que possa alterar as apostas para a trajetória da Selic em 2024.
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Em resumo, a surpresa positiva no desemprego elevou os juros futuros e adiou a perspectiva de cortes na Selic. Continue acompanhando nossas atualizações e mantenha-se informado sobre os próximos passos do Banco Central.



