Latam demite piloto acusado de chefiar rede de pedofilia. A companhia aérea anunciou, nesta terça-feira (10), a demissão de Sergio Antônio Lopes, 60 anos, detido no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por suspeita de liderar uma rede de abuso sexual infantil.
Em comunicado oficial, a Latam declarou que mantém “tolerância zero” a condutas que violem seus valores, ética e código de conduta, e garantiu estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Latam demite piloto acusado de chefiar rede de pedofilia
Lopes foi preso na manhã de segunda-feira (9) dentro da aeronave que pilotaria, durante a Operação Apertem os Cintos, desencadeada pela Polícia Civil de São Paulo para capturá-lo. Segundo os investigadores, as apurações começaram há três meses, após a denúncia de uma vítima.
De acordo com o inquérito, o piloto mantinha relações sexuais com meninas de 8 a 12 anos havia cerca de oito anos. Para ter acesso às crianças, ele pagava quantias entre R$ 30 e R$ 100 às mães ou avós das vítimas. Em alguns casos, também custeou aluguéis e chegou a presentear familiares com um aparelho de televisão.
Entre os presos na operação estão a avó que entregou três netas ao suspeito e a mãe de outra menor envolvida. Os crimes, classificados como exploração sexual infantil e estupro de vulnerável, ocorreriam em motéis da capital paulista, para onde as vítimas eram levadas pelo investigado.
A corporação informou que continua reunindo provas documentais, depoimentos e registros de transações financeiras para detalhar a extensão da rede de pedofilia. O Delegado responsável ressaltou que novas prisões podem ocorrer conforme o avanço das diligências.
Imagem: Divulgação
A Latam não forneceu detalhes sobre o tempo de serviço de Lopes na empresa, mas reiterou que “desrespeito a normas éticas resulta em desligamento imediato”. Já a defesa do ex-funcionário não se manifestou até o fechamento desta edição.
O caso seguirá sob responsabilidade da Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente, que decidirá sobre eventual denúncia do Ministério Público paulista. Se condenado, o piloto pode responder por estupro de vulnerável, associação criminosa e exploração sexual, crimes que somados ultrapassam 30 anos de reclusão.
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Resumo: a Latam afastou imediatamente o piloto preso por suspeita de pedofilia, reforçando política de tolerância zero; o inquérito indica abusos ocorrendo há oito anos. Continue navegando no site e mantenha-se informado.



