Lavagem de dinheiro com criptomoedas: PF atua na Espanha

Lavagem de dinheiro com criptomoedas motivou a Operação Kripto Laundry, desencadeada pela Polícia Federal na madrugada desta terça-feira (9) para desarticular um esquema que prometia retorno mensal de 10% mas, segundo os investigadores, desviou valores de milhares de brasileiros.

De acordo com a PF, o grupo vinha atuando havia pelo menos cinco anos, captando recursos sob a justificativa de “investir em criptoativos” e gerando prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões a cerca de 62 mil vítimas em todo o país.

Lavagem de dinheiro com criptomoedas: PF atua na Espanha

Ao todo, agentes federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão e nove de prisão preventiva distribuídos no Distrito Federal, no Pará e na Espanha, com apoio da cooperação policial internacional. A ofensiva é conduzida pela Delegacia de Crimes Fazendários (Delefaz) da Superintendência da PF no DF.

Mandados, bloqueios e sequestro de bens

A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 685 milhões em contas bancárias e exchanges de ativos digitais ligadas aos investigados. Também foram sequestradas propriedades urbanas e rurais, além de empreendimentos comerciais usados, segundo a investigação, para ocultar a origem do dinheiro.

Ligação com a Operação Kriptos

O inquérito atual é um desdobramento da Operação Kriptos, deflagrada no Rio de Janeiro em 2021, que já havia identificado um núcleo estruturado para lavar recursos por meio de criptomoedas. As novas diligências apontam que parte dos responsáveis migrou para a Espanha com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.

Os presos serão indiciados, entre outros crimes, por estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional. Se condenados, podem pegar penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de reclusão.

Com a apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e registros contábeis, a PF pretende mapear todo o fluxo financeiro do grupo e identificar eventuais novos envolvidos. As investigações seguem sob sigilo.

A corporação orienta possíveis vítimas a registrarem boletim de ocorrência e apresentarem comprovantes de depósito para auxiliar na recuperação dos valores.

Em nota, a PF ressaltou que operações de alto rendimento garantido, especialmente no mercado de criptoativos, devem ser tratadas com cautela, pois podem indicar esquemas fraudulentos.

O avanço das investigações e eventuais novas fases da Kripto Laundry dependerão da perícia do material apreendido e da cooperação jurídica internacional para repatriar valores movimentados no exterior.

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Resumo: a PF mira um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com criptomoedas que alcançou vítimas em todo o Brasil e teve ramificações na Espanha. Continue acompanhando o Diário de Finanças para receber atualizações e dicas de segurança financeira.

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