LiBRA contesta acusações do Flamengo em nota oficial

LiBRA divulgou, na noite de 3 de outubro de 2025, uma nota oficial para rebater pontos levantados pelo Clube de Regatas do Flamengo em ação judicial que tramita sob segredo de justiça.

A liga afirma que o clube carioca apresentou informações “selecionadas e distorcidas” à imprensa, o que teria gerado desinformação sobre o modelo de distribuição de receitas negociado coletivamente entre os membros da associação.

LiBRA contesta acusações do Flamengo em nota oficial

O documento, assinado pela direção da Liga do Futebol Brasileiro, elenca seis tópicos para diferenciar o que considera verdadeiro e falso nas declarações rubro-negras:

1. Diálogo interrompido

Segundo a liga, é falso que o Flamengo busque diálogo. A entidade relata que a agremiação entrou com liminar “sem urgência” para bloquear parte do fluxo de caixa dos demais clubes da LiBRA, medida vista como forma de pressão econômica.

2. Critério de audiência previsto no estatuto

A LiBRA sustenta que o estatuto aprovado em assembleia – inclusive com voto favorável do Flamengo – define claramente os critérios de distribuição de receitas de audiência. Por isso, a alegação de omissão seria infundada.

3. Cadastro não é audiência

No terceiro ponto, a liga enfatiza que o Flamengo propôs substituir a métrica de audiência pelo número de torcedores cadastrados. A mudança foi rejeitada por oito clubes da Série A que integram a LiBRA, restando apenas o voto favorável do próprio Flamengo.

4. Valor mínimo garantido

O texto declara ser incorreto afirmar que o estatuto assegura valor mínimo ao Flamengo. A eventual garantia só valeria se a LiBRA passasse a organizar o Campeonato Brasileiro, função atualmente exercida pela CBF.

5. Proposta de alteração partiu do Flamengo

De acordo com a entidade, o rubro-negro foi o único a sugerir a troca do critério de audiência por cadastro. Portanto, seria inverídica a afirmação de que o clube votou contra mudanças.

6. Ausência de risco financeiro imediato

A liga alega que o contrato vigente, com duração de cinco anos e estimado em mais de R$ 6 bilhões, inviabiliza qualquer prejuízo imediato ao Flamengo. Para a LiBRA, recorrer a liminar foi um “expediente desnecessário”.

Futuro da negociação coletiva

Ao final da nota, a LiBRA reforça o compromisso com a transparência e a coletividade, argumentando que blocos de comercialização conjunta podem ampliar o valor dos direitos de transmissão para todos os filiados. A entidade lamenta que o debate, em seu entendimento, esteja sendo levado ao Judiciário em vez de ocorrer internamente.

Sem anunciar novas reuniões ou prazos, a liga declarou respeito à história do Flamengo, mas reiterou que “o futebol brasileiro não tem um dono”, destacando que os 212 milhões de torcedores são os verdadeiros proprietários do esporte no país.

Para continuar acompanhando os impactos econômicos dessa disputa e outras movimentações do mercado esportivo, veja também nossa seção de Economia.

Em resumo, a LiBRA rebateu seis alegações do Flamengo, reafirmou a validade do estatuto aprovado por unanimidade e defendeu a negociação coletiva dos direitos de transmissão. Acompanhe os desdobramentos e compartilhe este conteúdo para manter outros torcedores informados.

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