Lindbergh Farias critica Hugo Motta logo após o presidente da Câmara anunciar, nesta segunda-feira (24.nov.2025), que rompeu relações com o líder do PT na Casa. O petista classificou a atitude de Motta como “imatura” e reforçou que divergências políticas não devem ser tratadas como questões pessoais.
Em mensagem publicada na rede social X, o deputado do PT afirmou que “política não se faz como clube de amigos” e que suas posições são “transparentes e previsíveis”. Na avaliação de Lindbergh, o dirigente da Câmara age “na surdina” e de forma “errática”, citando episódios recentes em que Motta contrariou interesses do Planalto.
Lindbergh Farias critica Hugo Motta e aponta postura imatura
A tensão subiu depois de Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, declarar que “não tem mais interesse em ter qualquer relação” com Lindbergh. O líder petista reagiu lembrando três movimentações consideradas estratégicas pelo governo: a derrubada do decreto que reduzia alíquotas do IOF, o avanço da PEC da Blindagem e a indicação do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator de um projeto do Executivo.
Desentendimentos acumulados
O desgaste entre os dois parlamentares ganhou força durante a tramitação do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, o chamado PL Antifacção. Em 18 de novembro, a base governista votou contra o texto, aprovado sob condução de Motta. Na ocasião, Lindbergh avaliou que o governo Lula vivia “crise de confiança” com o presidente da Câmara.
No dia seguinte à votação, Hugo Motta publicou que o Executivo “escolheu o caminho errado” ao não integrar “corrente de união” para enfrentar a criminalidade. A declaração intensificou o clima de desconfiança entre Planalto e presidência da Câmara.
Episódios anteriores
Lindbergh recordou ainda a derrubada dos decretos que alteravam o IOF, citando que setores da Câmara imaginaram ter imposto derrota ao governo, posteriormente revertida. Para ele, o mesmo poderá ocorrer com o PL Antifacção, que, segundo o petista, contém “armadilhas para proteger o andar de cima”.
Imagem: Divulgação
Até o momento, não há indicação de que o impasse entre Lindbergh Farias e Hugo Motta será superado no curto prazo. Integrantes da base aliada acompanham o embate com atenção, temendo novos entraves em votações consideradas prioritárias pelo Executivo.
Resumo: o rompimento entre o líder do PT e o presidente da Câmara expõe divergências sobre pautas sensíveis, como impostos e segurança pública, e amplia a tensão entre Legislativo e governo.
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