M&A no Brasil avança 8% em 2025, diz Bain & Company e fica muito aquém da expansão global de 40%, conforme o relatório anual de fusões e aquisições (M&As) divulgado nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026. A consultoria calcula que o volume de transações no país atinja cerca de US$ 51 bilhões, enquanto o mundo deve superar US$ 4,9 trilhões, marcando o segundo maior patamar histórico.
De acordo com o estudo, o mercado internacional de M&As continua aquecido, impulsionado por estratégia de consolidação, busca por tecnologia e expansão de portfólio. No Brasil, entretanto, a trajetória de crescimento permanece modesta, mesmo com a retomada gradual da atividade econômica e os sinais de redução da taxa Selic.
M&A no Brasil avança 8% em 2025, diz Bain & Company
O levantamento da Bain & Company mostra que, em 2025, o número de operações no país aumentou, mas não na mesma proporção observada nos principais mercados. A diferença é atribuída à combinação de custo de capital ainda elevado, incertezas regulatórias e menor apetite por risco por parte de investidores estrangeiros.
Enquanto o Brasil projeta seus US$ 51 bilhões, impulsionados principalmente por setores de energia, infraestrutura e serviços financeiros, a América do Norte sustenta a maior fatia do volume global, seguida pela Europa e pela Ásia-Pacífico. Esses mercados registram crescimento expressivo, liderados por companhias em busca de inovação e ampliação de participação de mercado.
No recorte internacional, o relatório aponta que a soma das transações ultrapassa US$ 4,9 trilhões, avanço superior a 40% ante 2024. Trata-se do segundo maior resultado já observado, atrás apenas de 2021, quando as condições de liquidez e juros baixos impulsionaram um ambiente recorde para negócios.
A consultoria destaca ainda que, mesmo em ritmo menor, o fluxo de negócios no Brasil tende a se manter positivo no médio prazo. A expectativa é que a queda adicional da Selic reduza o custo de financiamento, favorecendo movimentos de consolidação entre empresas de médio porte e a entrada de novos investidores estratégicos.
Apesar do desempenho mais fraco, executivos ouvidos pela Bain veem oportunidades específicas no país, sobretudo em segmentos ligados à transição energética e à digitalização de serviços. Para a consultoria, companhias que se anteciparem a essas tendências devem ocupar posição de destaque quando o ciclo de juros se estabilizar.
Imagem: Pixabay
O relatório conclui que a discrepância entre o crescimento global e o brasileiro evidencia a necessidade de aprimorar condições de negócio, aumentar a segurança jurídica e promover reformas que tornem o mercado mais atrativo. Segundo a Bain, esses fatores serão determinantes para que o Brasil acompanhe a dinâmica internacional nos próximos anos.
Em síntese, o cenário de M&A no Brasil fechou 2025 com avanço de apenas 8%, marcando forte contraste com a expansão global de 40%. O país movimentou cerca de US$ 51 bilhões, enquanto o volume mundial ultrapassou US$ 4,9 trilhões. Apesar da defasagem, especialistas apontam que a melhora das condições macroeconômicas e a continuidade da queda dos juros podem incentivar novas transações em 2026.
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O relatório da Bain & Company reforça a importância de acompanhar os indicadores que moldam o ambiente de negócios brasileiro. Continue acessando nossas publicações para se manter atualizado e preparado para as próximas oportunidades de investimento.



