A reabertura do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado domina as atenções dos investidores nesta terça-feira (9). A análise corre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), e o relator, ministro Alexandre de Moraes, deve apresentar seu voto hoje. A expectativa é que o veredicto seja concluído até sexta-feira, quando começa a discussão sobre a dosimetria das penas.
O processo ganhou repercussão internacional depois de o subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, afirmar na noite de segunda-feira que o governo Donald Trump “continuará a tomar medidas apropriadas” contra Moraes. A declaração renovou temores de sanções a integrantes da Corte brasileira, ampliando a cautela no mercado local.
Cenário regional influencia ativos
A volatilidade também vem da Argentina, onde o governo Javier Milei sofreu dura derrota na eleição parlamentar da província de Buenos Aires. Ontem, o índice Merval despencou 13,25%, aos 1.732.923,77 pontos, enquanto o dólar valorizou 4,26% frente ao peso, chegando a 1.422 pesos por dólar. Analistas relatam contágio parcial nos ativos brasileiros.
No fechamento de segunda-feira, o Ibovespa recuou 0,59%, aos 141.792 pontos, pressionado principalmente por ações de bancos. Já o dólar à vista e os juros futuros encerraram perto da estabilidade.
Agenda externa
Lá fora, investidores acompanham a revisão anual do relatório de empregos (payroll) dos Estados Unidos e um leilão de Treasuries de três anos. A semana inclui ainda indicadores de inflação a serem divulgados na quarta e quinta-feira, considerados cruciais para calibrar as apostas sobre o ritmo e a profundidade de eventuais cortes de juros pelo Federal Reserve.
Por volta das 8h (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 avançavam 0,08%, enquanto os do Nasdaq subiam 0,18%, após o índice à vista ter registrado novo recorde de fechamento na véspera.

Imagem: Luis Nova via valor.globo.com
Com o quadro político em Brasília e Buenos Aires no radar, agentes financeiros ajustam posições à espera dos próximos lances do STF e dos dados econômicos dos EUA, fatores que podem redefinir o humor dos mercados nos próximos dias.
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Resumo: o mercado monitora o julgamento de Bolsonaro, a pressão diplomática dos EUA e as turbulências na Argentina, enquanto aguarda indicadores que podem influenciar a política monetária norte-americana. Siga nossas atualizações e fique por dentro dos próximos movimentos.
Com informações de Valor Econômico



