Nova premiê do Japão, Sanae Takaichi, defendeu nesta terça-feira, 21 de outubro de 2025, que o Banco do Japão (BoJ) alinhe a política monetária à estratégia econômica do governo.
Em sua primeira manifestação pública sobre o tema desde que assumiu o cargo, Takaichi destacou que espera ver as taxas de juros conduzidas de modo a garantir, de forma sustentável, a meta de inflação de 2%, impulsionada não apenas por pressões de custos, mas também por avanços salariais de longo prazo.
Nova premiê do Japão cobra coordenação com Banco Central
A líder do Executivo reforçou a necessidade de “visão compartilhada” entre governo e autoridade monetária para que o país alcance crescimento estável. Segundo Takaichi, o enfoque conjunto permitirá que decisões sobre juros considerem tanto a saúde fiscal quanto o poder de compra das famílias, além de incentivar investimentos produtivos.
O Banco do Japão mantém, desde 2016, uma política de juros negativos combinada a um programa agressivo de compra de ativos. Takaichi afirmou que a continuidade dessas medidas deve ser avaliada em consonância com metas de médio prazo, priorizando uma inflação sustentada por aumentos reais de renda.
Para a primeira-ministra, ganhos salariais mais robustos serão decisivos para uma recuperação econômica sólida e para evitar que a inflação dependa exclusivamente de fatores externos, como custos de energia e variações cambiais. Ela declarou esperar “diálogo constante” com o BoJ para assegurar que decisões de política monetária reflitam esse objetivo.
Embora não tenha apresentado cronograma específico, Takaichi sinalizou que reuniões regulares entre seu gabinete e a direção do banco central deverão ser retomadas nas próximas semanas, intensificando a comunicação institucional.
Imagem: Divulgação
O anúncio marca a primeira grande diretriz econômica da nova gestão e coloca a coordenação fiscal-monetária no centro da agenda japonesa para 2025.
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Resumo: a premiê Sanae Takaichi quer o Banco do Japão alinhado às metas governamentais de inflação e crescimento. Acompanhe no Diário de Finanças e fique por dentro de novos desdobramentos.



