Novo presidente do Fed virou a mais recente dor de cabeça política e econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Casa Branca tenta encontrar um nome que una lealdade à agenda da administração, disposição para cortar juros, credibilidade em Wall Street, apoio da base MAGA e, ainda, chance real de aprovação no Senado.
O processo, descrito por assessores como “quase irrealizável”, ganhou contornos dramáticos após o Departamento de Justiça abrir investigação sobre o atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, criando resistência no Congresso a qualquer indicação republicana.
Novo presidente do Fed: Trump enfrenta missão impossível
Segundo fontes próximas à Casa Branca, Trump quer alguém “fotogênico e carismático”, mas que também aceite implementar política monetária mais agressiva em direção ao corte de juros. Ao mesmo tempo, senadores-chave dizem que não vetarão candidatos que preservem a independência do banco central.
Quais são os principais nomes cogitados
A lista atual de Trump inclui:
• Kevin Hassett – diretor do Conselho Econômico Nacional e nome favorito até a semana passada, mas a permanência dele na Casa Branca voltou a ser considerada.
• Rick Rieder – executivo da BlackRock que agrada ao mercado e pode ter confirmação mais fácil no Senado, embora precise se desfazer de ativos para assumir o cargo.
• Christopher Waller – atual membro do Conselho de Governadores do Fed, respeitado internamente, mas visto como distante das reformas buscadas pela base trumpista.
• Kevin Warsh – ex-governador do Fed, sem histórico de política expansionista e pouco ligado ao movimento MAGA.
Todos, contudo, apresentam vulnerabilidades: a ligação de Rieder com a BlackRock desperta críticas de eleitores que rejeitam “globalistas”, enquanto o papel de Hassett na Casa Branca pode levantar dúvidas sobre a autonomia do Fed. Waller e Warsh, por sua vez, não empolgam aqueles que exigem cortes de juros mais profundos.
Impasse no Senado amplia pressão
A investigação sobre Powell levou o senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, a declarar que bloqueará qualquer novo nome para o banco central até que o caso seja esclarecido. A postura ameaça prolongar a vacância do cargo, cujo mandato atual expira em maio de 2026.
A turbulência, porém, ainda não assustou os mercados. Investidores acreditam que o governo não arriscará um enfrentamento institucional a ponto de indiciar Powell, apesar das pressões recentes. Mesmo assim, as incertezas sobre a sucessão no Fed já influenciam projeções de juros e câmbio.
Imagem: Divulgação
Powell permanece no centro do tabuleiro
O próprio Jerome Powell mantém silêncio sobre seus planos: pode deixar o cargo no fim do mandato como presidente, em maio de 2026, ou optar por permanecer como governador até 2028. Sua decisão, aliada ao desfecho da investigação, será determinante para o timing do anúncio de Trump.
Na segunda-feira à noite, durante evento na Flórida, Trump afirmou que já escolheu o próximo presidente do Fed e que “anunciará em breve”. A declaração, repetida em diferentes ocasiões desde o início do ano, não veio acompanhada de data ou nome concreto.
O que esperar dos próximos passos
Enquanto assessores como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, evitam antecipar preferências, o ritmo da escolha dependerá de três fatores: o andamento da investigação sobre Powell, a disposição do Senado em avaliar novos indicados e a capacidade de Trump de equilibrar interesses de mercado e eleitorado.
No curto prazo, o cenário sugere que a busca continuará marcada por negociações discretas e eventuais desistências, até que um candidato consiga atender ao extenso checklist da Casa Branca sem perder apoio político.
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Resumo: a escolha do novo presidente do Fed tornou-se um teste de fogo para Trump, que precisa conciliar lealdade, credibilidade e aprovação legislativa. Continue acompanhando o Diário de Finanças e receba atualizações em primeira mão.



