Ouro lidera ranking das aplicações mais rentáveis de setembro. Impulsionado pela busca de segurança em meio às tensões geopolíticas, o metal precioso avançou 9,28% no mês, garantindo a primeira colocação entre os investimentos avaliados.
O conflito em curso na Ucrânia e o impasse entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza reforçaram o caráter de porto seguro do ativo, que se destacou amplamente na comparação com outras modalidades de aplicação.
Ouro lidera ranking das aplicações mais rentáveis de setembro
Na segunda posição do levantamento aparece o IMOB, índice da B3 que reúne ações de companhias do setor imobiliário, como Even e Gafisa. O indicador acumulou alta de 6,63% em setembro, beneficiado pelo otimismo de parte do mercado com a possibilidade de cortes adicionais na taxa Selic.
Na contramão, o dólar comercial registrou a pior performance do período. A moeda americana encerrou o mês com desvalorização de 1,89%, após sucessivas sessões de enfraquecimento frente ao real.
Tensões geopolíticas impulsionam demanda por porto seguro
Analistas destacam que a escalada dos conflitos globais aumenta a aversão ao risco dos investidores, favorecendo ativos tradicionalmente vistos como reserva de valor, caso do ouro. O movimento, segundo profissionais de mercado, tende a persistir enquanto não houver sinais concretos de distensão nos cenários da Europa e do Oriente Médio.
Desempenho comparativo de setembro
Confira o retorno de destaque de cada aplicação no mês:
- Ouro: +9,28%
- IMOB: +6,63%
- Dólar comercial: –1,89%
Os números reforçam a volatilidade típica de períodos de incerteza, evidenciando a importância da diversificação para quem busca proteger o patrimônio.

Imagem: Brend Thorne
Perspectivas para o restante de 2025
Enquanto investidores acompanham os desdobramentos dos conflitos e monitoram a trajetória da Selic, especialistas recomendam atenção redobrada ao apetite por risco. A expectativa de novos cortes nos juros brasileiros pode continuar beneficiando setores sensíveis a crédito, ao passo que o ouro deve manter relevância como proteção caso as tensões geopolíticas se prolonguem.
Para quem prefere cautela, gestores sugerem avaliar exposições moderadas ao metal, evitando concentrações excessivas. Já aqueles com perfil mais arrojado podem aproveitar a recente desvalorização do dólar para compor posição, sempre considerando o horizonte de investimento e o objetivo financeiro individual.
Em suma, setembro deixou claro que a dinâmica entre risco e segurança permanece no centro das decisões, com o ouro reafirmando seu papel de protagonista quando a instabilidade domina o noticiário.
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Resumo: o ouro subiu 9,28% em setembro e encabeçou o ranking das aplicações, seguido pelo IMOB (+6,63%), enquanto o dólar teve queda de 1,89%. Continue navegando pelo Diário de Finanças para acessar análises atualizadas e encontre a melhor estratégia para o seu portfólio.



