Ouro cai 1,07% após decisão de juros do Fed nos EUA

Ouro cai 1,07% após decisão de juros do Fed nos EUA. O metal precioso fechou o pregão desta quinta-feira (18) em forte baixa na Comex, em Nova York, refletindo a reação dos investidores ao anúncio de política monetária do Federal Reserve.

O contrato de futuros para entrega em outubro recuou 1,07%, cotado a US$ 3.648,7 por onça-troy. A realização de lucros, a alta dos rendimentos dos Treasuries e a valorização do dólar contribuíram para a pressão sobre a commodity.

Ouro cai 1,07% após decisão de juros do Fed nos EUA

A autoridade monetária norte-americana manteve a trajetória projetada de cortes: um movimento em setembro, seguido de ajustes adicionais em outubro e dezembro. Embora a sinalização tenha vindo em linha com as estimativas, o tom mais conservador do presidente do Fed, Jerome Powell, durante a coletiva decepcionou parte do mercado que esperava uma postura mais dovish.

Rendimentos dos Treasuries e dólar pesam

Logo após a divulgação do comunicado, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançaram, aumentando o custo de oportunidade de manter posições em ouro, que não oferece rendimento. Paralelamente, o índice do dólar se fortaleceu, encarecendo a compra do metal para investidores que utilizam outras moedas.

Movimento de realização de lucros

Analistas observaram que o declínio também resulta de um ajuste natural depois do rali registrado nas últimas semanas. No período de 30 dias que antecedeu a decisão do Fed, o ouro acumulou valorização superior a 8%, renovando recordes históricos de fechamento em diversas sessões. O avanço foi impulsionado pela busca por ativos considerados seguros, pela depreciação do dólar e pelas expectativas de afrouxamento monetário global.

Expectativas para os próximos meses

Com o cronograma de cortes do Fed mantido, agentes financeiros avaliam que a trajetória do ouro dependerá do comportamento dos rendimentos de longo prazo nos Estados Unidos e da evolução do câmbio. Caso o banco central adote um ritmo mais lento de afrouxamento ou sinalize preocupações adicionais com a inflação, a pressão vendedora pode persistir. Por outro lado, dados mais fracos de atividade ou avanços nas tensões geopolíticas podem reaquecer a demanda pelo metal.

Para o curto prazo, casas de análise sugerem cautela, ressaltando que o patamar dos rendimentos americanos continua sendo o principal balizador das cotações. Investidores acompanham ainda indicadores de inflação ao consumidor e ao produtor, previstos para as próximas semanas, em busca de sinais que possam alterar a percepção sobre a trajetória de juros.

Em síntese, o mercado ajustou posições após a manutenção do cenário de cortes graduais pelo Fed, com a força do dólar e o aumento dos yields limitando a atratividade do ouro no dia. O comportamento dos dados econômicos e das expectativas de política monetária deverá seguir no radar, definindo se a correção desta quinta-feira abrirá espaço para novas baixas ou para retomada do movimento de alta.

Para saber como a política monetária americana afeta outros ativos, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

O metal precioso devolveu parte dos ganhos recentes, mas segue em patamar elevado. Acompanhe a cobertura diária dos mercados e receba alertas em tempo real assinando nossas atualizações gratuitas.

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