Revolut ameaça ultrapassar Nubank e acelera expansão

Revolut ameaça ultrapassar Nubank em valor de mercado enquanto intensifica seu plano para oferecer investimentos, serviços PJ e, em breve, operar com licença bancária no Brasil. A fintech britânica, fundada em 2015 em Londres, já atua em 39 países e mira presença em 100, mas vê no mercado brasileiro um “oceano azul” para crescimento acelerado.

Dados obtidos pelo Pipeline, do Valor Econômico, apontam que a empresa negocia uma nova rodada de captação que pode elevar seu valuation para até US$ 75 bilhões, aproximando-se — e possivelmente superando — o Nubank, hoje referência entre os neobancos latino-americanos.

Revolut ameaça ultrapassar Nubank e acelera expansão

Chegando ao Brasil de forma discreta há dois anos, a Revolut iniciou as operações com conta global multimoedas. Nos últimos meses, ampliou a oferta para cartão de débito e conta remunerada em reais, e agora prepara o lançamento de uma plataforma completa de investimentos ainda neste trimestre.

Investimentos chegam primeiro

O portfólio inicial brasileiro deve incluir:

  • Ações listadas em bolsas dos Estados Unidos;
  • Fundos negociados em bolsa (ETFs);
  • Money markets (títulos de renda fixa de curto prazo).

Em etapas futuras, produtos europeus e asiáticos integrarão a prateleira. Segundo Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil, o objetivo é disponibilizar no país os mesmos serviços já consolidados no exterior, abrindo caminho para uma experiência bancária completa.

Próximos passos: crédito, licença bancária e PJ

Atualmente operando como Sociedade de Crédito Direto (SCD), a fintech planeja solicitar licença bancária para ampliar a oferta de crédito e aumentar a competitividade. Entre as metas públicas estão:

  • Cartão de crédito básico em testes;
  • Cartão premium até dezembro de 2025;
  • Lançamento da operação PJ (Revolut Business) em 2026.

Receita sólida e IPO no radar

A negociação para captar US$ 1 bilhão, divididos entre tranches primária e secundária, reforça a preparação para um possível IPO. A empresa declara gerar receita operacionalmente rentável, um diferencial em um cenário de fintechs que ainda queimam caixa para crescer.

Efeito IOF e estratégia de câmbio

Mesmo após a alta do IOF sobre remessas internacionais para 3,5%, validada pelo STF em junho, a Revolut sustenta que a estrutura global do grupo garante câmbio mais competitivo ao cliente final. A empresa optou por crescimento orgânico e prudente no crédito, segmento que exige forte compliance no Brasil.

Programa RevPoints amplia fidelidade

Para impulsionar o uso diário do cartão, a Revolut lançou o RevPoints, programa de recompensas que permite acumular pontos em compras com débito. Dependendo do plano (Standard, Plus, Premium, Metal ou Ultra), o cliente pode ganhar até 1 ponto por cada R$ 10 gastos. Os pontos valem por três anos e podem ser convertidos em milhas de parceiros como Flying Blue, Avios e TAP Miles&Go, além de descontos em reservas de hotéis dentro do aplicativo.

Comparação de valuations

• Nubank: valor de mercado atual gira em torno de US$ 80 bilhões, segundo estimativas de analistas.
• Revolut: pode alcançar US$ 75 bilhões após a nova rodada, reduzindo a distância para menos de 7 %. Se o aporte superar expectativas, a inglesa tende a ultrapassar a rival ainda em 2025.

Benefícios para o consumidor brasileiro

A concorrência promete tarifas menores, câmbio competitivo e mais opções de investimentos. Com duas fintechs globais disputando liderança, especialistas veem o usuário como principal beneficiado, seja por cashback, menor spread ou ampliação de linhas de crédito.

Próximos capítulos

Se a Revolut sustentar o ritmo de expansão, lançar a plataforma de investimentos a tempo e conquistar a licença bancária, o mercado deve assistir a uma disputa direta pela liderança de valor de mercado entre as duas gigantes. Até lá, o Nubank segue ampliando base de clientes, enquanto a inglesa aposta em inovação e diversificação para ganhar terreno.

Para acompanhar análises sobre cartões, fintechs e oportunidades em serviços financeiros, visite nossa seção dedicada ao setor de cartões de crédito.

Em resumo, a escalada da Revolut no Brasil intensifica a concorrência com o Nubank e pressiona o mercado a inovar rapidamente. Siga o Diário de Finanças e receba atualizações sobre fintechs, investimentos e economia diretamente no seu feed.

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