Ouro ultrapassa US$ 4,6 mil por onça-troy nesta segunda-feira (12) e estabelece um novo recorde, impulsionado pela crescente preocupação com a autonomia do Federal Reserve (Fed) após a intimação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) contra o presidente da entidade, Jerome Powell.
Às 7h55, os contratos futuros do metal com vencimento em fevereiro avançavam 2,27%, negociados a US$ 4.603,0 na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O movimento ocorre em meio à queda acentuada do dólar no exterior e ao aumento dos rendimentos dos Treasuries, combinação que tradicionalmente sustenta a busca por ativos de proteção.
Ouro ultrapassa US$ 4,6 mil e renova recorde histórico
A escalada de preços ganhou força após o DoJ emitir intimações a Powell no domingo (11), sugerindo possível acusação criminal relacionada ao depoimento que ele prestou ao Senado em junho de 2025 sobre reformas no prédio do Fed. Em nota, o dirigente classificou a medida como “politicamente motivada” e afirmou que a autarquia define juros “com base no melhor interesse do público, não nas preferências do presidente” Donald Trump.
Ceticismo sobre ativos americanos
A iniciativa do governo reacendeu dúvidas sobre a independência do banco central dos EUA, levando investidores a reduzir exposição a ativos denominados em dólar. O aumento do prêmio exigido nos títulos do Tesouro evidencia esse ceticismo: rendimentos de papéis de dez anos subiam na abertura dos negócios, mesmo com o recuo da moeda americana frente a pares como euro e iene.
Analistas destacam que, em contextos de incerteza institucional, o ouro tende a atuar como reserva de valor. “Quando o mercado percebe risco de interferência política na condução da política monetária, o reflexo imediato é maior demanda pelo metal”, avaliou em relatório a corretora Maxwell Metals.
Reação do mercado e próximos passos
Operadores acompanham de perto possíveis desdobramentos jurídicos contra Powell e eventuais respostas do Congresso. Também monitoram declarações de dirigentes regionais do Fed previstas para esta semana, em busca de sinais sobre o ritmo dos juros. Caso as tensões se aprofundem, analistas não descartam novas máximas no ouro, embora alertem para volatilidade elevada.
Imagem: Brend Thorne
Com a cotação atual, o metal acumula valorização superior a 18% em 2026. Para muitos gestores, a tendência permanecerá positiva enquanto persistirem questionamentos sobre a autonomia do Fed e a trajetória fiscal dos Estados Unidos.
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Em resumo, o recorde histórico do ouro reflete o aumento da busca por segurança diante da possível interferência política no banco central norte-americano. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba como proteger seus investimentos.



