Pagamento por reconhecimento facial avança na Coreia do Sul -

Pagamento por reconhecimento facial avança na Coreia do Sul

Pagamento por reconhecimento facial ganha escala na Coreia do Sul, impulsionado por inteligência artificial e fotografia 3D que asseguram transações em menos de um segundo.

A tecnologia, que dispensa dinheiro físico ou contato, é oferecida pelo Facepay, serviço criado em setembro pela fintech sul-coreana Toss, da Viva Republica. Em Seul, basta o cliente olhar para um dispositivo próximo ao caixa para que a câmera confirme a identidade e finalize a compra.

Pagamento por reconhecimento facial avança na Coreia do Sul

O Facepay já soma mais de 1 milhão de usuários cadastrados e está habilitado em 240 mil estabelecimentos, entre cafés, lojas de conveniência e academias. Após registrar dados biométricos, o consumidor pode vincular cartões de crédito, débito ou contas bancárias, além de receber cupons e pontos de recompensa.

Segurança reforçada em tempo real

Segundo o gerente técnico da Toss, Choi Jun-ho, “todos os tipos de tecnologias de segurança funcionam simultaneamente no segundo necessário para concluir a transação”. Entre elas, a “verificação de vivacidade” avalia piscadas e micro-movimentos para garantir que o rosto é de uma pessoa real, evitando fraudes com máscaras, fotos ou deepfakes. Há ainda criptografia dos dados faciais e monitoramento 24 horas por um sistema de detecção de anomalias.

Outros players entram na disputa

A Naver Financial, braço financeiro do grupo de tecnologia Naver, iniciou em 2024 um piloto de pagamentos por reconhecimento facial em refeitórios de campi universitários na capital sul-coreana. O serviço criptografa traços faciais em três dimensões e utiliza um modelo de deep learning que, de acordo com os desenvolvedores, alcança mais de 99 % de precisão — performance que não se altera diante de máscaras, óculos ou mudanças de iluminação e maquiagem.

País quase sem dinheiro em espécie

Dados de 2023 da Payments Japan Association indicam que 99 % das transações na Coreia do Sul já são realizadas sem dinheiro em papel, superando China (83 %) e Austrália (76 %). No Japão, a fatia é de 39 %. A popularização das carteiras digitais no território sul-coreano é atribuída, em parte, ao incentivo governamental ao uso de cartões desde a década de 1990 para combater a sonegação fiscal.

Próximos passos

Com a infraestrutura tecnológica madura e a ampla adesão dos consumidores, especialistas do setor preveem que o reconhecimento facial se consolidará como meio de pagamento dominante no país. Para o mercado internacional, a experiência sul-coreana serve de referência sobre como equilibrar conveniência e segurança em transações biométricas.

O avanço dessa modalidade de pagamento também pressiona reguladores a atualizarem normas de proteção de dados, garantindo que a expansão da biometria aconteça com transparência e respeito à privacidade dos usuários.

Para acompanhar outras tendências que moldam o comportamento do consumidor e o futuro dos meios de pagamento, visite nossa seção de Economia.

O reconhecimento facial mostra como inovação e demanda por praticidade transformam o varejo sul-coreano. Continue acompanhando nossos conteúdos e descubra como a tecnologia pode impactar o seu dia a dia.

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