PBCS passará a ser adotado pelo Brasil no espaço aéreo sobre o Atlântico, permitindo reduzir pela metade a separação mínima entre aeronaves e abrir caminho para rotas transatlânticas mais eficientes até o fim de 2026.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) confirmou que o novo padrão internacional, desenvolvido pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), elevará a segurança operacional, aumentará a capacidade de tráfego e aproximará o país das melhores práticas globais de gestão de voos.
PBCS reduz distância entre aviões no Atlântico a partir de 2026
Hoje, a ausência de radares no meio do Atlântico obriga os controladores a manterem grandes intervalos entre os voos que ligam América do Sul, Europa e África. Com o Performance-Based Communication and Surveillance (PBCS), esse espaçamento cairá de forma segura, liberando espaço para mais operações e reduzindo atrasos.
Como o sistema funciona
O PBCS estabelece parâmetros para dois indicadores:
- RCP (Performance de Comunicação Requerida) – Define a rapidez e a confiabilidade na troca de mensagens entre piloto e controlador. O objetivo é garantir que as comunicações sejam concluídas em até quatro minutos.
- RSP (Performance de Vigilância Requerida) – Estipula a precisão e a periodicidade do envio da posição da aeronave, que deve chegar ao centro de controle em, no máximo, três minutos.
Esses requisitos são apoiados pelo ADS-C, sistema que transmite automaticamente a localização e a rota prevista do avião, permitindo que os controladores acompanhem o voo em tempo real mesmo fora da cobertura de radar.
Fases de implementação
De acordo com o Decea, a implantação ocorrerá em etapas. A primeira fase será concluída até dezembro de 2026 e já contemplará a redução das separações longitudinais e laterais no corredor sul-atlântico. Equipamentos de bordo, centros de controle e provedores de comunicação precisam atender integralmente aos níveis de desempenho definidos pela ICAO para que a nova regra entre em vigor.
Impactos para segurança e meio ambiente
A Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) ressalta que o PBCS diminui o risco de incidentes decorrentes de falhas de comunicação ou perda de monitoramento. Rotas mais diretas também significam menor consumo de combustível, o que reduz custos operacionais e emissões de gases de efeito estufa, alinhando a aviação brasileira aos compromissos de descarbonização assumidos no cenário internacional.

Imagem: Laura Vicaria
Benefícios ao passageiro
Para quem viaja entre Brasil, Europa e África, o resultado prático será tempo de voo mais curto, menor probabilidade de desvios e, no longo prazo, passagens potencialmente mais baratas devido à economia de combustível. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, definiu a iniciativa como um “marco para a aviação civil brasileira” e destacou o reforço da conectividade internacional proporcionado pelo PBCS.
Próximos passos
Companhias aéreas que pretendem operar nas rotas beneficiadas deverão atualizar seus sistemas de bordo para atender aos requisitos de comunicação e vigilância. Paralelamente, o Decea trabalha na certificação dos provedores de serviço e na capacitação de controladores de tráfego aéreo, garantindo que todos os elos da cadeia cumpram os padrões internacionais antes do início oficial das operações.
Com a adoção do PBCS, o Brasil se posiciona como referência regional em modernização de espaço aéreo, ampliando a capacidade de voos transatlânticos e reforçando a segurança em uma das rotas mais movimentadas do hemisfério sul.
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Em resumo, a implementação do PBCS promete viagens mais rápidas, seguras e sustentáveis entre continentes. Acompanhe nossas atualizações para saber quando as novas rotas começarão a operar e aproveite para compartilhar esta notícia com quem costuma voar para fora do país.



