Petróleo sobe 1% com tensão na Venezuela e Irã no radar -

Petróleo sobe 1% com tensão na Venezuela e Irã no radar

Petróleo sobe na manhã desta terça-feira, 16 de janeiro de 2026, revertendo parte das perdas da véspera e refletindo a crescente instabilidade política na Venezuela, além das incertezas em torno do Irã. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o Brent para março avançava 1,22%, negociado a US$ 64,53 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), enquanto o WTI para fevereiro ganhava 1,01%, cotado a US$ 59,79 na New York Mercantile Exchange (Nymex).

A recuperação vem após o Brent ter despencado mais de 4% no pregão anterior, influenciado por sinais de que os Estados Unidos não adotarão, por ora, medidas mais duras contra Teerã. Ainda assim, investidores continuam atentos a movimentos militares norte-americanos no Oriente Médio, o que mantém o risco geopolítico elevado.

Petróleo sobe 1% com tensão na Venezuela e Irã no radar

Sanções reforçam pressão sobre a oferta venezuelana

O mercado reagiu ao anúncio de que autoridades norte-americanas apreenderam o sexto petroleiro ligado à Venezuela no mar do Caribe. A ação intensifica o bloqueio iniciado pela Casa Branca após a deposição de Nicolás Maduro e restringe ainda mais as exportações do país sul-americano.

Para Walt Chancellor, estrategista de energia do Macquarie Group, o declínio da produção venezuelana decorre principalmente da redução dos investimentos em perfuração, mas as sanções também contribuem. “Como a maior parte da queda da capacidade ociosa ocorreu entre 2017 e 2020, há risco de que o efeito se torne permanente”, avalia.

Irã continua no centro das atenções

No caso iraniano, a ausência de uma resposta militar imediata de Washington amenizou parte da pressão sobre os preços, mas não eliminou a cautela. A administração norte-americana segue reforçando a presença de tropas na região, medida que o mercado interpreta como sinal de prontidão para eventuais novas hostilidades.

A combinação de oferta venezuelana limitada e incerteza no Golfo Pérsico sustenta o movimento de alta observado nesta sessão, segundo analistas. Operadores também monitoram dados de estoques dos Estados Unidos, que serão divulgados ainda hoje, buscando pistas adicionais sobre o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo.

Especialistas ressaltam que os preços permanecem voláteis e sensíveis a qualquer mudança no quadro geopolítico. Caso haja novos incidentes envolvendo embarcações ou instalações energéticas, o Brent pode retomar a trajetória de ganhos verificada nas primeiras semanas do ano.

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Em resumo, o petróleo sobe cerca de 1% após fortes quedas, impulsionado por sanções adicionais à Venezuela e pela persistente incerteza sobre o Irã. Continue acompanhando o Diário de Finanças para análises atualizadas e impactos desses eventos na economia global.

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