Brasília – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (3) a Operação Cassandra, voltada a desarticular uma organização criminosa que promovia tráfico internacional de pessoas para exploração sexual e lavagem de dinheiro desde 2017.
A ação reúne 120 policiais federais, sete servidores da Receita Federal, Ministério Público Federal, Europol e autoridades policiais irlandesas. Em paralelo, a polícia da Irlanda executa a Operation Rhyolite, que tem o mesmo alvo.
Mandados no Brasil
Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão em seis estados:
- Santa Catarina – Florianópolis (7 buscas, 1 prisão), São José (7 buscas, 3 prisões), Camboriú (1 busca, 1 prisão), Biguaçu (2 buscas, 1 prisão) e Palhoça (5 buscas);
- São Paulo – Capital (1 busca), Franca (1 busca) e Barueri (1 busca);
- Rio de Janeiro – Capital (2 buscas, 1 prisão);
- Paraná – Curitiba (1 busca);
- Mato Grosso – Cuiabá (1 busca);
- Minas Gerais – Belo Horizonte (1 busca).
Na Irlanda, três mandados de prisão e buscas em residências e estabelecimentos ligados ao grupo acompanham a operação brasileira.
Como o esquema funcionava
De acordo com as investigações, ao menos 69 brasileiras foram levadas para Irlanda, Nova Zelândia, Reino Unido, México, Croácia, Grécia, Israel, Singapura, Arábia Saudita e África do Sul, sempre com falsas promessas de trabalho ou estudo. Vistos obtidos com documentação fraudulenta facilitavam a entrada das vítimas, que eram vigiadas de perto.
Os serviços sexuais eram anunciados on-line, e o próprio grupo marcava atendimentos e recebia os pagamentos. O faturamento anual chegava a cerca de R$ 5 milhões, com movimentação mensal estimada em R$ 700 mil, lavados por meio de empresas no Brasil, aquisição de bens, imóveis, fundos financeiros e criptoativos.
Crimes investigados
Os suspeitos podem responder pelos seguintes delitos:

Imagem: cnnbrasil.com.br
- Organização criminosa
- Tráfico internacional de pessoas
- Exploração sexual
- Rufianismo
- Lavagem de dinheiro
- Falsificação de documentos
- Sonegação fiscal
- Crimes financeiros contra o sistema nacional
Medidas cautelares também atingem 13 investigados, que devem entregar passaportes, estão proibidos de deixar o país e de contatar vítimas.
Até agora, a PF identificou aproximadamente 70 mulheres exploradas, número que pode aumentar com o avanço das diligências.
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Com informações de CNN Brasil



