PIB do Brasil deverá perder fôlego em 2026, segundo projeção divulgada nesta quarta-feira (data exata não informada) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade estima que a expansão econômica ficará em 1,8%, abaixo dos 2,5% previstos para 2025, cenário que acende o alerta entre empresários e investidores.
O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio, avaliou que o quadro “não é muito positivo”, sobretudo porque a revisão para 2025 já aponta dificuldades à vista. A maior preocupação recai sobre juros elevados e enfraquecimento do mercado de trabalho, fatores que devem restringir consumo, investimentos e, consequentemente, a atividade produtiva.
PIB do Brasil deve desacelerar a 1,8% em 2026, diz CNI
De acordo com a principal entidade representativa do setor industrial, o desempenho dos três grandes segmentos da economia brasileira será desigual em 2026. O setor de serviços deve avançar 1,9%, o agronegócio tende a repetir praticamente o resultado de 2025, enquanto a indústria deverá crescer apenas 1,1%.
Juros a 15% e mercado de trabalho fraco pesam na atividade
A CNI destacou que a taxa básica de juros permanece em 15% ao ano, sem perspectiva de recuo significativo até 2026. Esse patamar elevado encarece o crédito, reduz o ímpeto de investimento das empresas e limita a capacidade de compra das famílias, pressionando o Produto Interno Bruto (PIB).
Paralelamente, o mercado de trabalho dá sinais de arrefecimento. Com menos pessoas empregadas ou com salários crescendo abaixo da inflação, a demanda interna tende a ficar contida, o que dificulta uma aceleração maior da economia no horizonte de dois anos.
Exportações resistem, mas importações caem
A CNI projeta que as exportações brasileiras aumentem 1,6% em 2026 e alcancem US$ 355,5 bilhões (cerca de € 305,6 bilhões), mesmo diante de pressões externas, como tarifas impostas pelos Estados Unidos, eventual retração na Argentina, colheita agrícola menor e menor apetite global por petróleo.
As importações, por sua vez, devem recuar 1,4%, para € 248,7 bilhões, apesar do incremento esperado nas compras de bens de consumo. Com esse movimento, o superávit comercial deve atingir cerca de € 56,9 bilhões, montante 17% superior ao estimado para 2025.
Imagem: Divulgação
Polarização eleitoral preocupa indústria
Outro ponto de atenção levantado pelo presidente da CNI, Antonio Ricardo Alvarez Alban, é a polarização das eleições gerais de 2026. Embora não tenha detalhado cenários políticos, o dirigente afirmou que qualquer incerteza eleitoral alimenta a cautela de investidores e pode comprometer o ritmo de expansão industrial.
Alban reforçou a necessidade de avanços em reformas estruturais capazes de reduzir custos de produção, melhorar o ambiente de negócios e sustentar um crescimento mais robusto no médio prazo.
Com projeções de crescimento moderado, juros altos e um mercado de trabalho menos dinâmico, a indústria brasileira segue atenta a cada indicador que possa sinalizar mudanças no cenário econômico até 2026.
Para acompanhar outras análises sobre o desempenho da economia nacional, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Resumo: a CNI estima que o PIB brasileiro suba 1,8% em 2026, reflexo de juros elevados e demanda interna fraca. Fique informado e acompanhe nossas próximas atualizações para entender como esses dados podem impactar seus investimentos e decisões de negócio.



