PIB do Brasil recua e país deixa top 10 economias mundiais -

PIB do Brasil recua e país deixa top 10 economias mundiais

PIB do Brasil volta a perder espaço no cenário internacional e desce para a 11ª colocação entre as maiores economias do planeta, segundo levantamento da Austin Rating amparado em números do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgados nesta quinta-feira (4).

O recuo ocorre após avanço de apenas 0,1% no Produto Interno Bruto no terceiro trimestre, percentual inferior à projeção de 0,2% esperada por analistas e pelo mercado financeiro.

PIB do Brasil recua e país deixa top 10 economias mundiais

Desempenho trimestral abaixo do previsto

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, de julho a setembro, a economia nacional praticamente estagnou. Embora positivo, o crescimento foi insuficiente para sustentar a 10ª posição obtida no ranking anterior. Em dólar, a soma das riquezas produzidas no país perdeu fôlego diante do movimento mais robusto de outras nações.

Recuo no ranking global

O estudo da Austin Rating aponta que o Brasil foi ultrapassado por economias que apresentaram desempenho mais sólido e, assim, caiu para o 11º lugar. A Rússia, que estava em 11º na edição anterior, saltou para a 9ª colocação, superando Brasil e Canadá. No consolidado, as 15 maiores economias respondem por aproximadamente 75% do PIB global.

Variações cambiais influenciam posição

Analistas da consultoria destacam que a valorização do real frente ao dólar e a leve revisão para cima das expectativas de crescimento interno ajudaram a limitar perdas mais profundas. Ainda assim, a combinação entre enfraquecimento recente da moeda norte-americana e mudanças nas projeções de outros países pesou contra a manutenção do Brasil no top 10.

O relatório menciona, ainda, a possibilidade de o dólar se enfraquecer de forma mais acentuada em 2026 caso se confirme a indicação de Kevin Hassett para a presidência do Federal Reserve (Fed). Esse cenário pode mexer novamente na ordem das maiores economias.

Crescimento comparado a outras nações

Em termos de variação trimestral, o Brasil ocupou apenas a 34ª posição entre os países avaliados. Na mesma janela, Israel cresceu 3%, liderando a lista, seguido por Malásia e Cingapura, ambas com alta de 2,4%. China, Portugal e Espanha também apresentaram desempenho superior ao brasileiro.

Na contramão, Tailândia (-0,6%), Suíça (-0,5%) e Japão (-0,4%) registraram os maiores recuos na atividade econômica no período analisado.

Perspectivas para os próximos anos

Apesar da saída temporária do grupo das dez maiores economias, a Austin Rating lembra que o Brasil reduziu a distância para Canadá e Itália — 10ª e 8ª colocadas, respectivamente — pois ambos praticamente não alteraram suas projeções de crescimento desde o início do ano. Caso o ritmo de expansão doméstica se acelere, a retomada ao top 10 não está descartada.

No primeiro trimestre de 2025, quando o PIB brasileiro avançou 1,4%, o país figurou entre as cinco maiores altas do mundo. A consultoria avalia, porém, que fatores como políticas fiscais, performance do consumo interno e cenário externo continuarão determinantes para o posicionamento futuro.

Para acompanhar mais análises sobre indicadores e tendências do mercado, visite a nossa seção de Economia.

Em resumo, o ritmo modesto de crescimento no terceiro trimestre fez o PIB do Brasil perder uma posição no ranking global, ficando agora em 11º lugar. Continue acompanhando nossas atualizações e entenda como novos dados podem mudar novamente o mapa das maiores economias do mundo.

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