Pix atingiu 40% das compras on-line em 2024, mostra estudo. O sistema de pagamentos instantâneos consolidou-se como o segundo meio de pagamento mais usado no e-commerce brasileiro, ficando poucos pontos atrás do cartão de crédito, que respondeu por 44% das transações, segundo o relatório global de varejo on-line da FTI Consulting.
A análise destaca que a rápida adoção do Pix pelos consumidores, somada aos descontos oferecidos pelos varejistas, impulsionou o seu avanço. Para as empresas, a taxa cobrada no recebimento via Pix é menor que a do cartão, enquanto, para o comprador, a operação é considerada simples e segura.
Pix atingiu 40% das compras on-line em 2024, mostra estudo
Samuel Aguirre, líder da FTI Consulting na América Latina, aponta que o custo reduzido para o lojista estimula a concessão de abatimentos no checkout, favorecendo a escolha pelo pagamento instantâneo. “Quando o consumidor paga com Pix, ele não se preocupa com bloqueio de banco nem fraudes do cartão”, observa o executivo.
Expectativa com o Pix Parcelado
O relatório também projeta impacto adicional com o Pix Parcelado, recurso cujo lançamento oficial ainda depende de padronização pelo Banco Central (BC). Embora algumas instituições financeiras já ofereçam versões próprias da função, a expectativa é de que a regulamentação amplie a oferta no comércio eletrônico. O hábito de parcelar compras é predominante no Brasil e sustenta a liderança do cartão de crédito, que detém média de 44% no país contra 20% no panorama global.
Carteiras digitais perdem espaço para o sistema instantâneo
Em nível mundial, as carteiras digitais concentram 53% das operações on-line; no Brasil, porém, representam apenas 7%. De acordo com Aguirre, a ascensão acelerada do Pix reduziu a janela de crescimento dessas carteiras. “O Pix avançou tão rápido que conquistou uma base de usuários imensa em apenas quatro anos; em outros países, não houve espaço para algo assim”, comenta.
Desempenho do e-commerce brasileiro
O comércio eletrônico nacional cresceu 11,8% em 2024 em comparação a 2023, superando a média global de 8,4%. A participação das vendas digitais no varejo total passou de 8,62% para 9,03%. Para Aguirre, métodos de pagamento eficientes serão decisivos para manter o ritmo de expansão. O relatório aponta ainda que 46,1% dos brasileiros pretendem aumentar suas compras pela internet nos próximos meses.
Concorrência asiática e foco no mobile
Empresas asiáticas avançam rapidamente no mercado local, pressionando varejistas brasileiros a otimizar a experiência de compra. O estudo indica que 83% das transações realizadas entre o segundo semestre de 2023 e o primeiro de 2024 ocorreram via celular, reforçando a necessidade de estratégias mobile first.
Imagem: Divulgação
Comércio em redes sociais ganha força
A pesquisa revela que 77% dos consumidores digitais no país efetuaram ao menos uma compra por redes sociais em junho de 2024, percentual superior ao observado no Reino Unido (56%) e nos Estados Unidos (53%). A entrada do TikTok nesse segmento deve intensificar o movimento.
Com múltiplos fatores favoráveis — da penetração do Pix ao uso intenso de redes sociais — o mercado brasileiro de e-commerce apresenta características singulares e alto potencial de crescimento.
Para aprofundar sua compreensão sobre como meios de pagamento influenciam o consumo digital, confira também nosso artigo sobre planejamento financeiro em tempos de alta do e-commerce no endereço Planejamento Financeiro no E-commerce.
O Pix confirma sua força ao responder por 40% das compras on-line em 2024, e a tendência é de expansão com novas funcionalidades. Continue acompanhando nossas análises e mantenha-se informado para tirar proveito das oportunidades do mercado digital.



