Pix faz cinco anos e caminha para uso comercial, diz ex-BC -

Pix faz cinco anos e caminha para uso comercial, diz ex-BC

Pix faz cinco anos e, na avaliação de João Manoel Pinho de Mello, ex-diretor do Banco Central responsável pela diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, o sistema de pagamentos instantâneos deve avançar além das transferências entre pessoas físicas para se consolidar como meio de transações comerciais.

Lançado em novembro de 2020, o Pix completa meia década com penetração expressiva entre usuários bancarizados. Segundo Pinho de Mello, boa parte da agenda de inovação que sustenta a ferramenta já estava desenhada antes da estreia oficial, e a discussão sobre segurança foi central desde o início.

Pix faz cinco anos e caminha para uso comercial, diz ex-BC

O ex-diretor relembra que, durante o período em que comandou a área de organização do sistema financeiro no Banco Central, as equipes trabalharam para garantir que a arquitetura do Pix fosse robusta, contemplando protocolos de proteção de dados e mecanismos para mitigar fraudes. “A tendência é que o Pix deixe de ser visto apenas como forma de enviar dinheiro entre amigos e familiares, tornando-se também opção natural para pagamentos em lojas e plataformas de comércio eletrônico”, afirmou.

Segurança continua no centro do debate

Ao comentar os desafios para a próxima fase, Pinho de Mello reforçou que a ampliação do uso comercial exigirá atenção contínua à segurança cibernética. Para ele, regras claras de autenticação e cooperação entre instituições financeiras permanecem vitais.

Agenda de inovação já estava concebida

Pinho de Mello destacou ainda que as bases do open finance e de outras iniciativas de modernização foram gestadas paralelamente ao projeto do Pix. “Quando o sistema foi lançado, tínhamos um roteiro pronto que previa novas funcionalidades e a integração com serviços complementares”, lembrou.

Próximos passos para consolidar o meio de pagamento

Entre as etapas consideradas estratégicas estão a popularização de ferramentas de cobrança instantânea para empresas, a redução de custos operacionais e a adoção de soluções de pagamento por aproximação ancoradas no Pix. Na visão do ex-BC, esses avanços podem elevar a competitividade do varejo e oferecer ao consumidor final alternativas mais baratas que as adquirentes tradicionais.

O Banco Central não comentou oficialmente as declarações, mas mantém calendário público de evolução do ecossistema, com entregas previstas para os próximos anos.

Com cinco anos de operação, o Pix soma a confiança de milhões de brasileiros e se prepara para uma nova fase, em que a participação do comércio será determinante para sustentar seu crescimento sustentável.

Para acompanhar outras análises sobre o sistema financeiro, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

Em resumo, o Pix chega ao quinto aniversário consolidado como instrumento de transferência rápida e segura, e, segundo quem participou da sua criação, está pronto para conquistar o território das compras do dia a dia. Continue acompanhando nossas atualizações e descubra como essa evolução pode impactar o seu bolso.

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