Pix internacional ganha um novo impulso com a chegada da fintech britânica Due ao Brasil, após captar US$ 7,3 milhões (cerca de R$ 40 milhões) na sua primeira rodada de investimentos. A empresa quer replicar a agilidade do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro em transferências entre países, prometendo liquidação quase imediata e tarifas a partir de 0,2%.
A operação estreou já integrada ao Pix, recurso utilizado como porta de entrada dos valores em reais. Daí em diante, o montante é convertido automaticamente em stablecoins, usadas para movimentar recursos de forma rápida e barata para o exterior.
Pix internacional: Due investe R$40 mi e acelera remessas
Como funciona a solução da Due
O processo começa quando o usuário realiza um Pix para uma conta da Due. Imediatamente, o valor é trocado por stablecoins — criptomoedas atreladas a moedas fortes, como dólar ou euro — que circulam na blockchain até o destino final, onde voltam a ser convertidas na moeda local. Segundo a startup, essa operação reduz drasticamente o custo e o tempo das transferências internacionais se comparada aos meios tradicionais.
Metas de expansão global
Fundada em 2022, em Londres, por Robert Sargsian e Alex Popov — ex-executivo da Revolut —, a Due afirma atender mais de 500 empresas em mais de 80 países. O objetivo declarado para 2026 é ampliar a cobertura para 120 nações, incluindo 40 novos mercados. Brasil, México e Estados Unidos foram definidos como estratégicos nessa fase de crescimento.
Por que começar pelo Brasil
A fintech destaca o ambiente favorável criado pelo Banco Central com o desenvolvimento do Pix, somado ao alto índice de engajamento digital dos brasileiros. Embora o país possua um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo, a Due avalia que o segmento de remessas internacionais ainda é pouco competitivo, abrindo espaço para soluções de liquidação quase instantânea.
Infraestrutura e parcerias
Para viabilizar o serviço, a empresa mantém parceria com a exchange norte-americana Coinbase e planeja liberar, nos próximos meses, uma API proprietária. A interface permitirá que bancos, outras fintechs, plataformas de câmbio, pequenos negócios e pessoas físicas integrem a tecnologia com rapidez e segurança.
Imagem: Brenda Rocha
Perspectivas para o futuro
Com o aporte de R$ 40 milhões, a Due pretende acelerar a expansão geográfica, aprimorar a infraestrutura baseada em stablecoins e reforçar a equipe no Brasil. A companhia acredita que, ao exportar a experiência do Pix, poderá estabelecer um novo padrão para remessas internacionais, unindo rapidez, custos reduzidos e transparência.
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Resumo: a Due aposta no Pix internacional para tornar transferências globais quase instantâneas, investindo R$ 40 milhões no Brasil. Continue acompanhando nossas publicações e receba em primeira mão as novidades do mercado financeiro.



