Polícia Federal abriu sete inquéritos para apurar um possível esquema de fraudes envolvendo o Banco Master e instituições relacionadas. As investigações correm em paralelo a procedimentos que já tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e se concentram em delegacias de São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá.
Além da PF, o Ministério Público Federal (MPF) conduz apurações em pelo menos seis unidades da federação. A quantidade de processos pode crescer, já que uma nova linha de investigação analisa aportes realizados por fundos de Estados e municípios nos mesmos ativos suspeitos.
Polícia Federal instaura sete inquéritos sobre Banco Master
Segundo fontes próximas ao caso, os inquéritos buscam elucidar a origem dos recursos, a rota do dinheiro e os possíveis beneficiários do esquema. Entre os focos da investigação estão operações de crédito consideradas irregulares e a emissão de títulos respaldados por garantias supostamente superavaliadas.
Os delegados responsáveis trabalham em cooperação com equipes do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que fornecem dados sobre movimentações financeiras atípicas. A meta é cruzar informações bancárias, fiscais e societárias para mapear a participação de gestores, intermediários e possíveis laranjas.
No STF, os inquéritos tratam de suspeitas de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Já nas esferas regionais, a PF investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, falsidade documental e eventual desvio de recursos públicos — hipótese levantada após a constatação de aportes de fundos estatais.
Procurado, o Banco Master declarou colaborar com as autoridades e negou irregularidades. Até o momento, não há prazo oficial para a conclusão dos inquéritos, que seguem sob sigilo.
A ampliação simultânea das frentes de apuração indica que novas diligências, quebras de sigilo e pedidos de cooperação internacional poderão ser solicitados nas próximas semanas, caso surjam indícios de remessa de valores ao exterior.
Para o Ministério Público Federal, a principal preocupação é garantir a recuperação de eventuais prejuízos aos cofres públicos e ao mercado. Já a Polícia Federal pretende centralizar as provas, evitando sobreposição de medidas cautelares entre as diferentes varas responsáveis.
Imagem: Divulgação
Especialistas consultados afirmam que o desfecho dependerá da rapidez na coleta de documentos bancários e da efetividade em rastrear transferências entre contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo investigado.
Enquanto isso, investidores e órgãos de fiscalização acompanham de perto o desenvolvimento do caso, que pode gerar novos processos administrativos e impactar a credibilidade de instituições financeiras que atuam em operações similares.
Em resumo, os sete inquéritos da Polícia Federal e as ações do MPF representam um esforço coordenado para esclarecer a extensão das supostas fraudes no Banco Master, proteger o sistema financeiro e evitar perdas adicionais a entes públicos e privados.
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