Preço da soja recua com queda nos prêmios de exportação -

Preço da soja recua com queda nos prêmios de exportação

Preço da soja recua com queda nos prêmios de exportação. A valorização menor dos prêmios pagos pelos importadores pressionou a oleaginosa nesta sexta-feira (5/12), derrubando a cotação da saca de 60 kg para R$ 141,75 no Porto de Paranaguá, queda diária de 0,35%, conforme levantamento do Cepea.

A retração se intensificou após semanas de baixa nos prêmios, motivada pelo aumento das compras de soja nos Estados Unidos e pela ausência de sinal claro de demanda agressiva da China, informa a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse ambiente limita a reação dos preços, tanto no mercado interno quanto na Bolsa de Chicago.

Preço da soja recua com queda nos prêmios de exportação

Na CBOT, o contrato com entrega em janeiro recuou 1,27% e encerrou a sessão a US$ 11,0525 o bushel. O movimento de venda foi atribuído à cautela dos fundos diante das incertezas sobre o ritmo de importação chinesa no curto prazo.

Mercado interno registra valores mais baixos

Nos polos de produção monitorados pela AgRural, as cotações também cedem. A saca foi negociada a:

  • R$ 130,00 em Luís Eduardo Magalhães (BA);
  • R$ 129,00 em Rio Verde (GO);
  • R$ 127,00 em Balsas (MA);
  • R$ 131,00 no Triângulo Mineiro;
  • R$ 126,50 em Dourados (MS).

Portos mantêm leve vantagem, mas prêmios fracos pesam

Mesmo com custos logísticos maiores, os terminais de exportação ainda oferecem prêmios ligeiramente superiores aos do interior: R$ 143,00 por saca em Santos (SP) e R$ 143,50 em Rio Grande (RS). Porém, a diferença encolheu nas últimas semanas, refletindo o recuo dos valores pagos pelos compradores externos.

Por que os prêmios perderam força?

Analistas destacam três fatores principais:

  1. Concorrência norte-americana: a safra dos EUA abastece o mercado neste período, reduzindo a necessidade de oferta brasileira imediata.
  2. Cautela da China: a indefinição sobre o ritmo de importação limita negociações antecipadas e diminui o apetite por pagar ágio.
  3. Expectativa pela nova safra brasileira: com colheita prevista para janeiro, tradings postergam parte das compras, aguardando maior disponibilidade interna.

Cenário de curto prazo

O Cepea avalia que, enquanto o prêmio seguir pressionado e a referência externa continuar sem suporte consistente, as cotações no Brasil devem ficar próximas dos níveis atuais. Para alterar esse quadro, seria necessário um sinal de compras expressivas da China ou mudanças no mercado cambial.

Em síntese, a fragilidade dos prêmios de exportação, aliada à concorrência norte-americana, mantém o produtor brasileiro atento e limita a alta da soja, mesmo às vésperas da entrada de uma nova safra.

Para acompanhar outras movimentações que afetam o agronegócio e a economia, visite a seção Economia do Diário de Finanças.

O preço da soja continua sob pressão externa e interna; fique atento às próximas atualizações e avalie estratégias de comercialização diante desse cenário volátil.

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