Presidente da Unafisco investigado depõe à PF por críticas -

Presidente da Unafisco investigado depõe à PF por críticas

Presidente da Unafisco investigado, o auditor-fiscal Kléber Cabral prestou depoimento remoto à Polícia Federal nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026. Ele foi ouvido no inquérito das fake news depois de ter criticado publicamente uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes contra servidores da Receita Federal.

De acordo com nota da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Cabral compareceu na condição de investigado exclusivamente em razão das declarações concedidas à imprensa em 18 de fevereiro.

Presidente da Unafisco investigado depõe à PF por críticas

O depoimento foi determinado por Moraes na quinta-feira, 19, e integra a investigação comandada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre supostos vazamentos de dados sigilosos de ministros da Corte e de familiares. O conteúdo da oitiva permanece em sigilo, e a entidade informou que o dirigente não poderá detalhar o que disse à PF.

Contexto das críticas de Kléber Cabral

Um dia após a operação, Cabral concedeu entrevistas a diversos veículos e classificou as medidas impostas aos servidores — como tornozeleira eletrônica e afastamento de funções — como tentativa de “humilhar, constranger e amedrontar” a categoria. À GloboNews, ele afirmou que “hoje é menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”, ressaltando o clima de “temor institucional” gerado por decisões judiciais.

Operação contra servidores do Fisco

A Polícia Federal cumpriu, em 17 de fevereiro, mandados de busca e apreensão em endereços de funcionários da Receita e do Serpro. Além das buscas, foram impostas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e suspensão temporária de atividades públicas. As decisões partiram do ministro Moraes dentro do mesmo inquérito das fake news, que tramita sob segredo de justiça.

Questionamentos sobre vazamentos de dados

Entre os pontos investigados está o vazamento de um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Banco Master. Cabral argumentou que esse tipo de documento “pode ter vazado de inúmeros lugares” e não costuma ficar arquivado nos sistemas internos da Receita, sugerindo que a divulgação poderia ter ocorrido fora do Fisco.

Origem do inquérito das fake news

O inquérito foi instaurado de ofício por Moraes em janeiro, após reportagens apontarem possíveis ligações financeiras entre parentes de ministros do STF e o Banco Master, investigado por suspeita de fraude. O artigo 43 do Regimento Interno do Supremo autoriza a abertura de investigação quando a infração ocorre na órbita da Corte ou envolve pessoas sujeitas à sua jurisdição, mesmo sem provocação da Procuradoria-Geral da República ou da Polícia Federal.

Nota oficial da Unafisco

Na manifestação divulgada nesta sexta-feira, a Unafisco reiterou que Cabral foi ouvido apenas por causa das declarações à imprensa. A associação enfatizou que o processo continua em sigilo e que, por esse motivo, o presidente não fará comentários adicionais no momento.

Com a oitiva, a defesa dos auditores fiscais aguarda acesso aos autos para avaliar possíveis medidas. Já o STF não comentou publicamente o depoimento.

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Resumo: o presidente da Unafisco torna-se alvo de investigação após criticar operação autorizada por Moraes. Continue acompanhando o Diário de Finanças para receber atualizações e análises sobre o caso.

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