Produção industrial no Brasil em novembro e as estatísticas de emprego nos Estados Unidos concentram a atenção dos mercados nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026. Investidores monitoram ainda índices de preços, leilão de títulos públicos e eventos políticos que podem influenciar o sentimento de risco.
Logo cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o IPC-S da primeira quadrissemana de janeiro, seguido do IGP-DI de dezembro. Em seguida, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta a Pesquisa Industrial Mensal, termômetro central da atividade fabril nacional.
Produção industrial do Brasil lidera agenda; emprego nos EUA no radar
No âmbito internacional, o foco recai sobre o Departamento do Trabalho norte-americano, que publica pedidos semanais de seguro-desemprego e a estimativa de produtividade do terceiro trimestre. A pauta externa inclui ainda balança comercial, estoques no atacado e expectativas de inflação dos consumidores nos EUA, além de indicadores na zona do euro, Japão e China.
Indicadores brasileiros em destaque
– PIM-PF de novembro (IBGE | 9h): em outubro, a produção industrial variou 0,1% ante setembro, recuou 0,5% em 12 meses e acumulou alta de 0,8% no ano. Analistas repercutem o resultado de novembro para calibrar projeções de PIB.
– IPC-S – 1ª quadrissemana de janeiro (FGV | 8h): a leitura anterior mostrou alta de 0,28% e inflação acumulada de 4,00% em 12 meses, com cinco das oito classes de despesa acelerando.
– IGP-DI de dezembro (FGV | 8h): depois de avanço de 0,01% em novembro e queda de 0,44% em 12 meses, o desempenho de dezembro esclarecerá a trajetória dos preços ao produtor, consumidor e construção civil.
– Leilão de LTN e NTN-F (Tesouro | 11h): serão ofertadas LTN com vencimentos em 2026, 2028 e 2030, além de NTN-F para 2031, 2033 e 2037, com liquidação financeira na sexta-feira.
Agenda dos Estados Unidos
– Pedidos iniciais de seguro-desemprego (10h30): projeção de 216 mil novos pedidos para a semana encerrada em 3 de janeiro, após 199 mil na leitura anterior.
– Balança comercial de outubro (10h30): o déficit anterior foi de US$ 52,8 bilhões; consenso aponta para US$ 58,4 bilhões.
– Produtividade não-agrícola e custo unitário do trabalho – 3ºT/25 (10h30): estimativa de +3,0% na produtividade e +1% nos custos, ante +3,3% e +1% respectivamente.
– Estoques no atacado de outubro (12h): previsão de alta de 0,2%, após avanço de 0,5% no mês anterior.
Imagem: Divulgação
– Expectativas de inflação dos consumidores – dezembro (Fed de NY | 13h): indicador estava em 3,2% e o mercado aguarda estabilidade.
Europa, Ásia e demais regiões
Na zona do euro, a Comissão Europeia apresenta o Índice de Sentimento Econômico (ESI) de dezembro às 7h; consenso aponta repetição de 97 pontos. No mesmo horário, a Eurostat divulga a taxa de desemprego de novembro, projetada em 6,4%. Também às 7h, sai o PPI de dezembro, com expectativas de +0,2% no mês e queda anual de 1,8%.
No Japão (20h30), os gastos das famílias de novembro devem subir 2,3% na margem, reduzindo a queda anual para 1%. Na China (22h30), o mercado acompanha o CPI de dezembro, após recuo de 0,1% em novembro, e o PPI, que cedeu 2,2% na base anual.
Agenda política brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, às 10h, de cerimônia em defesa da democracia no Palácio do Planalto e, à tarde, reúne-se com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Camilo Santana (Educação). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segue em férias, com o secretário-executivo Dario Durigan na função interina. No Banco Central, o presidente Gabriel Galípolo e diretores cumprem despachos internos, enquanto o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, permanece de férias.
Às 15h, o Supremo Tribunal Federal realiza evento para lembrar os três anos dos atos de 8 de janeiro. O presidente da Corte, Edson Fachin, deve discursar. No BNDES, Aloizio Mercadante marca presença na cerimônia pró-democracia.
O que observar
A divulgação da produção industrial, somada ao comportamento das fábricas globais, pode redefinir apostas sobre o ritmo de recuperação econômica brasileira em 2026. Já os números de emprego nos EUA podem influenciar as expectativas de política monetária do Federal Reserve, impactando câmbio e juros domésticos. Além disso, a movimentação do Tesouro Nacional testará o apetite pelos títulos prefixados diante do cenário inflacionário.
Com tantos indicadores concentrados em um único dia, analistas sugerem cautela até que os principais números sejam absorvidos pelos mercados.
Para acompanhar outras análises que afetam seus investimentos, leia nossa seção Economia.
Resumo: a produção industrial do Brasil e os dados de emprego dos EUA podem redefinir expectativas de crescimento e juros. Siga nossa cobertura e ative as notificações para não perder os próximos desdobramentos.



