A Reag Capital, do executivo João Carlos Mansur, anunciou a alienação de três operações desde que foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto. A ofensiva policial investiga a suposta utilização de fundos administrados pela gestora para movimentações ilícitas relacionadas ao crime organizado.
No fim de semana, a companhia informou ter fechado um management buyout que repassa aos sócios-executivos 87,38% da Reag Investimentos, braço responsável pela gestão de recursos em fundos e de fortunas. A transação avalia o negócio em R$ 100 milhões, com parte variável atrelada à receita pelos próximos cinco anos. Mansur deixa integralmente essa operação.
Já nesta terça-feira (10), a Reag comunicou intenção de vender a Ciabrasf, administradora e custodiante de fundos, para a B100, holding da Planner Corretora. O acordo garante à compradora exclusividade de 60 dias para concluir a due diligence. A Ciabrasf responde por cerca de R$ 340 bilhões em recursos administrados.
Reag Investimentos e Ciabrasf foram os principais alvos das diligências da Polícia Federal e do Ministério Público. As investigações identificaram mais de dez fundos suspeitos, que teriam sido utilizados para fins ilícitos. Segundo a Ciabrasf, oito desses veículos já haviam sido renunciados pela empresa e posteriormente liquidados ou transferidos a outros prestadores.
O terceiro movimento divulgado hoje envolve a SRM, gestora focada em direitos creditórios, empréstimos a empresas de médio e grande portes e fintechs. A SRM firmou memorando de entendimento para adquirir a Empírica Holding, controlada da Reag desde meados de 2024, por meio da Smart Hub Participações. O documento também prevê 60 dias para avaliações detalhadas do ativo.
Imagem: Alexandre Machado via valor.globo.com
Com as negociações, a Reag Capital tenta reorganizar seu portfólio e reduzir os impactos da investigação sobre suas operações principais.
Com informações de Valor Econômico
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