EUA impõem restrições a Padilha, diz Ministério da Saúde

EUA impõem restrições a Padilha que, segundo o Ministério da Saúde, foram classificadas como “infundadas e arbitrárias”. A decisão levou o ministro Alexandre Padilha a cancelar sua participação em eventos oficiais nos Estados Unidos.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (19), a Pasta afirmou que o governo de Donald Trump violou acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) ao limitar a circulação do chefe da Saúde brasileira em território norte-americano.

EUA impõem restrições a Padilha, diz Ministério da Saúde

Padilha integraria a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na próxima semana, e havia sido convidado para a reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Washington, no fim de setembro. Embora o visto de entrada tenha sido autorizado, o Departamento de Estado permitiu que o ministro se deslocasse apenas entre o hotel e a sede das Nações Unidas, inviabilizando o compromisso na capital norte-americana.

As limitações ocorrem após a revogação, em agosto, dos vistos de familiares do ministro. De acordo com o comunicado oficial, a medida “não se trata de retaliação individual, mas de uma tentativa de cercear a atuação do Brasil na defesa da vacinação infantil e em outras agendas de saúde pública”.

Em entrevista concedida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Padilha reforçou que não aceitaria viajar nessas condições. “Não sou procurado pela Interpol nem condenado para usar tornozeleira eletrônica, seja no Brasil ou nos Estados Unidos”, declarou.

O ministro enviou carta aos colegas que integram a Opas lembrando a contribuição histórica do Brasil no enfrentamento de pandemias. No documento, classificou a restrição norte-americana como “arbitrária, autoritária e prejudicial à cooperação entre países soberanos”. Ele também avaliou que o objetivo seria barrar a participação brasileira em negociações sobre produção de vacinas e medicamentos oncológicos.

Apesar do impasse, o Ministério da Saúde afirmou que continuará defendendo a ampliação da cobertura vacinal e a pesquisa científica em fóruns internacionais. “Esse espírito não sucumbirá à sombra de obscurantismo e negacionismo”, concluiu Padilha, reiterando que o Brasil seguirá buscando diálogo em instâncias multilaterais.

Com a decisão, a delegação brasileira ainda avalia quem representará o país nos encontros da Opas, mas garante que a pauta de saúde global permanecerá como prioridade.

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Em resumo, o Ministério da Saúde considera as restrições dos EUA injustificadas e reafirma o compromisso do Brasil com a cooperação internacional em saúde. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro dos próximos passos desta controvérsia.

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