Seguro viagem do cartão de crédito falha em cobrir viagens

Seguro viagem do cartão de crédito costuma ser visto como solução prática para quem planeja férias no exterior, mas a proteção embutida no plástico nem sempre atende às exigências dos países mais visitados e pode deixar o passageiro sem assistência em casos de emergência.

Especialistas em turismo internacional alertam que, apesar de obrigatório em dezenas de nações, o limite oferecido pelas bandeiras costuma ser baixo e restrito a despesas médicas básicas, o que pode resultar em impedimento na imigração ou gastos inesperados durante a estada.

Seguro viagem do cartão de crédito falha em cobrir viagens

De acordo com Hugo Reichenbach, diretor de operações da Real Seguro Viagem, a maioria dos bancos trabalha com um teto médio de US$ 15 mil. Na Europa, porém, o Tratado de Schengen impõe cobertura mínima de 30 mil euros para a entrada de turistas em quase 30 países. “O viajante corre o risco de ser barrado logo no desembarque”, diz o executivo.

Cobertura abaixo do exigido

Além do valor insuficiente, as apólices atreladas às administradoras de cartão se concentram em atendimentos médicos e hospitalares de caráter emergencial. Itens frequentemente demandados em viagens, como extravio de bagagem, cancelamento de voos ou assistência jurídica, costumam ficar de fora.

Risco do sistema de reembolso

Outro ponto crítico é o modelo de reembolso. O segurado precisa primeiro pagar a conta no exterior para depois solicitar ressarcimento. “Imagine desembolsar uma quantia elevada em uma situação de urgência e ainda lidar com a burocracia do reembolso”, afirma Reichenbach.

A complexidade aumenta se o titular esquecer de ativar o benefício. Para que ele seja válido, a passagem aérea deve ser comprada com o respectivo cartão. Caso a compra ocorra via outro meio — por preço menor ou falta de limite — o seguro embutido não terá validade.

Obrigatoriedade em vários continentes

Além da Europa, países da América Latina, como Cuba, Venezuela e Equador, exigem comprovação de seguro viagem. A mesma regra vale para destinos do Oriente Médio — Emirados Árabes, Israel, Irã, Jordânia, entre outros — e para intercambistas que seguem para Austrália ou Irlanda.

Seguro especializado como alternativa

Para evitar contratempos, o diretor da Real Seguro Viagem recomenda contratar uma apólice específica, ajustada ao perfil de cada viajante. A cobertura pode incluir desde assistência a crianças e animais de estimação até esportes radicais, garantindo mais tranquilidade financeira e emocional.

A contratação de um plano dedicado também elimina a necessidade de bancar despesas emergenciais no ato, pois muitas seguradoras trabalham com pagamento direto à rede credenciada, poupando o turista de desembolsos imediatos.

Com o fim do ano se aproximando e o aumento natural de viagens internacionais, especialistas reforçam que o seguro viagem deve constar no checklist ao lado de passaporte e passagens. Investir na proteção adequada evita gastos imprevisíveis, agiliza o atendimento em emergências e assegura a continuidade da jornada sem sobressaltos.

Para comparar preços e coberturas, o ideal é pesquisar com antecedência e confirmar se o plano escolhido atende às exigências do país de destino. Assim, o viajante reduz riscos e garante que qualquer imprevisto seja resolvido com suporte profissional.

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Em resumo, depender apenas do seguro viagem do cartão de crédito pode sair caro. Avalie coberturas, valores mínimos e contrate, quando necessário, um plano completo para garantir assistência total e evitar surpresas desagradáveis no exterior.

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