Tarifa de Trump sobre Irã ameaça comércio de 100 países -

Tarifa de Trump sobre Irã ameaça comércio de 100 países

Tarifa de Trump sobre Irã passa a valer imediatamente e estabelece sobretaxa de 25% sobre qualquer país que mantenha relações comerciais com Teerã, medida que pode abranger mais de 100 nações, inclusive o Brasil.

O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (12) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em postagem na plataforma Truth Social. Sem detalhar o escopo legal, o republicano declarou que “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa sobre todo e qualquer negócio realizado com os Estados Unidos”. Até o momento, a Casa Branca não divulgou decreto ou base jurídica para a nova punição econômica.

Tarifa de Trump sobre Irã ameaça comércio de 100 países

Dados do Trade Monitor Data indicam que, apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 100 países realizaram algum tipo de intercâmbio com o Irã. Se aplicada integralmente, a sobretaxa se aproxima em alcance das tarifas impostas em abril de 2025, no chamado “Dia da Libertação”.

Reações internacionais

Entre os maiores parceiros de Teerã estão China, Índia, Turquia e Paquistão. Logo após o anúncio, a embaixada chinesa em Washington classificou a medida como “coerção econômica” e prometeu “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses, rejeitando “sanções unilaterais ilícitas e jurisdição extraterritorial”.

Japão e Coreia do Sul, que recentemente assinaram acordos comerciais com Washington, informaram estar monitorando a situação. O Ministério do Comércio sul-coreano afirmou que “adotará quaisquer medidas necessárias assim que as ações específicas do governo dos EUA se tornarem claras”. Já o vice-chefe de Gabinete japonês, Masanao Ozaki, disse que o país “examinará cuidadosamente” o possível impacto antes de responder.

Impacto para o Brasil

O Brasil exportou aproximadamente US$ 3 bilhões para o Irã em 2024, principalmente grãos e oleaginosas. Caso a nova tarifa seja aplicada de forma abrangente, empresas brasileiras que vendem para o mercado norte-americano e mantêm relações comerciais com Teerã podem enfrentar custos adicionais de 25% ao entrar nos EUA, reduzindo competitividade.

Fontes do setor agrícola brasileiro avaliam que a medida eleva a incerteza para exportadores de soja, milho e carne. Ainda não há posicionamento oficial do Itamaraty, mas diplomatas acompanham negociações para entender o alcance legal da ordem de Trump.

Contexto das sanções

A tarifa surge em meio a forte repressão aos protestos que abalam o Irã desde o fim de 2024. A organização de direitos humanos HRANA confirma 599 mortes, sendo 510 manifestantes e 89 agentes de segurança. Além de pressionar economicamente Teerã, Trump não descartou intervenção militar, embora a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, tenha reiterado que “a diplomacia é sempre a primeira opção”.

Durante seu segundo mandato, o presidente norte-americano recorreu com frequência a tarifas para pressionar governos que mantêm vínculos com adversários dos EUA. A nova medida é anunciada enquanto a Suprema Corte analisa um processo que contesta sobretaxas anteriores impostas por Trump. O veredicto é aguardado para as próximas semanas.

Com a inflação iraniana acima de 40% em dezembro e forte desvalorização do rial, analistas veem a tarifa como mais um obstáculo ao já combalido comércio exterior do país. Para parceiros globais, a incerteza jurídica em torno da ordem executiva amplia riscos e pode desencadear retaliações.

Governos ao redor do mundo aguardam esclarecimentos de Washington sobre prazos, isenções e eventuais negociações, enquanto empresas analisam cenários para ajustar cadeias de suprimentos e evitar custos adicionais.

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Para saber mais sobre os impactos de políticas internacionais na economia nacional, confira nosso guia completo em Economia.

Resumo: a nova tarifa de 25% anunciada por Donald Trump contra países que negociam com o Irã coloca em risco o fluxo comercial de mais de 100 nações. Fique atento às atualizações e compartilhe esta notícia para manter outros profissionais informados.

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