Taxação dos EUA: Haddad diz que irá avaliar medida -

Taxação dos EUA: Haddad diz que irá avaliar medida

Taxação dos EUA sobre países que mantêm comércio com o Irã será estudada, afirmou nesta terça-feira (13) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após ser questionado sobre a intenção do ex-presidente norte-americano Donald Trump de impor tarifas adicionais a esses parceiros.

No Palácio do Planalto, Haddad detalhou a fase final da regulamentação da reforma tributária, que aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda hoje. Ele ressaltou que a nova legislação prevê redução no preço de itens alimentícios e traz mudanças que entram em vigor em 1.º de janeiro de 2027, além de ampliar mecanismos de transparência e formalização no sistema fiscal brasileiro.

Taxação dos EUA: Haddad diz que irá avaliar medida

Sobre a possível tarifação norte-americana, o ministro adotou tom cauteloso. “Os Estados Unidos são um país soberano. Se eu comentar cada anúncio diário, não trabalho. Vamos ver”, limitou-se a dizer, indicando que o governo brasileiro acompanhará a proposta antes de tomar posição oficial.

Benefícios destacados na reforma tributária

Haddad descreveu o pacote aprovado no Congresso como um avanço para a economia. Segundo ele, a simplificação de tributos, a queda no custo de produtos essenciais e a clareza na cobrança devem impulsionar a competitividade nacional. O ministro elogiou o empenho dos parlamentares, lembrando que ajustes por meio de emendas fazem parte do processo legislativo.

Indicadores econômicos positivos

Durante a entrevista, o titular da Fazenda citou o recuo da inflação e os índices de desemprego em patamares considerados favoráveis nos últimos anos. Para Haddad, esses resultados evidenciam a “solidez” das políticas econômicas e reforçam a necessidade de modernizar a estrutura tributária.

Críticas ao acordo Mercosul-União Europeia

Questionado sobre receios de desindustrialização ligados ao tratado entre Mercosul e União Europeia, o ministro disse que a própria indústria brasileira, representada por entidades como CNI e Fiesp, apoia o pacto. Ele argumentou que o Brasil precisa abrir novas rotas comerciais e desempenhar papel de distensão em um cenário geopolítico conturbado.

Próximos passos

A sanção presidencial à reforma tributária marcará o início da elaboração das normas infralegais necessárias para pôr o novo sistema em prática. Haddad reiterou que o Ministério da Fazenda continuará dialogando com o Legislativo e com o setor produtivo para garantir transição “segura e transparente”.

Em relação à taxação dos EUA proposta por Trump, o governo brasileiro acompanhará o desenrolar das discussões em Washington antes de se manifestar oficialmente, mantendo a prioridade no avanço doméstico da agenda econômica.

Para acompanhar outras análises sobre políticas econômicas, acesse nossa seção de Economia.

Resumo: Fernando Haddad confirmou que estudará a eventual tarifa dos Estados Unidos sobre parceiros do Irã e destacou os benefícios da reforma tributária prestes a ser sancionada. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a notícia!

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