Tesouro Nacional capta US$ 2,25 bi em títulos sustentáveis -

Tesouro Nacional capta US$ 2,25 bi em títulos sustentáveis

Tesouro Nacional captou nesta quinta-feira (6) US$ 2,25 bilhões em sua nova emissão externa de títulos sustentáveis, elevando a presença dos chamados “green bonds” brasileiros no mercado internacional.

A operação incluiu a estreia do Global 2033 Sustentável, de US$ 1,5 bilhão, e a reabertura do Global 2035, que recebeu mais US$ 750 milhões. Com isso, o estoque desse segundo papel somou US$ 4,5 bilhões.

Tesouro Nacional capta US$ 2,25 bi em títulos sustentáveis

No caso do Global 2033 Sustentável, o cupom foi fixado em 5,500% ao ano, com preço de 98,515% do valor de face, o que resultou em rendimento de 5,75% ao investidor — spread de 187,4 pontos-base sobre o título do Tesouro norte-americano (Treasury) de referência. O desenho do bônus prevê que entre 50% e 60% dos recursos sejam destinados a projetos ambientais, enquanto 40% a 50% seguirão para iniciativas sociais.

Demanda tripla e perfil dos investidores

O livro de ofertas atingiu pico de cerca de US$ 6,7 bilhões, volume três vezes superior ao emitido. Mais de 150 investidores participaram, com predominância de contas ESG e não residentes. Segundo o Tesouro, 74% da alocação final ficou concentrada em Europa e América do Norte.

Detalhes da reabertura do Global 2035

Já o bônus da República Global 2035, que paga cupom de 6,625% ao ano, foi reaberto a 102,967% do valor de face, garantindo retorno de 6,20% ao investidor — 210,9 pontos-base acima da Treasury equivalente. O acréscimo de 30% na oferta ampliou a liquidez do papel, utilizado como referência por emissores corporativos brasileiros.

Efeito na gestão da dívida e cronograma

De acordo com o Tesouro, a emissão contribui para alongar o prazo médio da Dívida Pública Federal externa, diversificar a base de investidores e consolidar benchmarks soberanos no exterior. A liquidação financeira está marcada para 14 de novembro de 2025. Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs lideraram a colocação.

O órgão destaca ainda que operações desse tipo auxiliam a reduzir o custo de financiamento do país e fortalecem pontos estratégicos da curva de juros, facilitando futuras captações de empresas nacionais.

Com a terceira emissão soberana de títulos sustentáveis, o Brasil reforça seu posicionamento no mercado global de finanças verdes e sociais, atraindo demanda qualificada e ampliando o acesso a capital internacional.

Para acompanhar outras movimentações relevantes do governo e do mercado, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

Resumo: o Tesouro voltou ao mercado externo com US$ 2,25 bilhões em títulos sustentáveis, combinando novos papéis 2033 e a reabertura do 2035. Leia a matéria completa e continue navegando para entender como essas emissões influenciam o cenário econômico brasileiro.

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