Trump em Israel: libertação de reféns e cúpula no Egito -

Trump em Israel: libertação de reféns e cúpula no Egito

Trump em Israel simboliza o ponto mais crítico do cessar-fogo firmado entre o governo israelense e o Hamas, acordo que prevê a libertação de todos os reféns até meio-dia desta segunda-feira (13/10), horário local — 6h em Brasília.

O presidente dos Estados Unidos desembarca pela manhã em Tel Aviv, confiante de que “a guerra acabou”, conforme declarou a bordo do Air Force One no domingo (12/10). Ele elogiou a mediação do Catar e afirmou que um “conselho de paz” será rapidamente montado para administrar Gaza, hoje descrita por Trump como “um canteiro de demolição”.

Trump em Israel: libertação de reféns e cúpula no Egito

Sobre a mesa está a primeira fase de um plano de paz de 20 pontos, negociado diretamente por Washington. O cronograma determina: libertação de 20 reféns israelenses vivos, entrega dos restos mortais de até 28 pessoas, soltura de cerca de 250 prisioneiros palestinos e 1,7 mil detidos de Gaza, além da entrada de volumes maiores de ajuda humanitária na Faixa.

Cronograma apertado para a troca de reféns

Pelo entendimento, o Hamas precisa concluir a libertação até o meio-dia. Assim que os reféns alcançarem território israelense, Tel Aviv liberará os prisioneiros palestinos. Um porta-voz do governo israelense reiterou que o cessar-fogo “deve se manter” enquanto as etapas avançam.

No sábado (11/10), centenas de milhares de israelenses lotaram a praça em frente ao Museu de Arte de Tel Aviv em agradecimento ao líder norte-americano. Trump garante que “todos estão felizes” e que o acordo tem apoio amplo entre as famílias de sequestrados.

Próximas fases ainda sem consenso

Questões estruturais permanecem em aberto, como a forma de governança em Gaza, a extensão da retirada das tropas israelenses e o eventual desarmamento completo do Hamas. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já avisou que, após o retorno dos reféns, as Forças de Defesa Israelenses pretendem destruir a rede de túneis subterrâneos do grupo militante.

Cúpula internacional no Egito

Logo após a passagem por Tel Aviv, Trump segue a Sharm el-Sheikh, no Egito, para liderar uma cúpula com o presidente Abdel Fattah al-Sisi. Mais de 20 chefes de Estado confirmaram presença, entre eles o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente palestino Mahmoud Abbas. O Ministério das Relações Exteriores egípcio espera que o encontro resulte em um “documento que encerra a guerra na Faixa de Gaza”.

Balanço do conflito

O conflito teve início em 7 de outubro de 2023, quando ataques coordenados pelo Hamas ao sul de Israel deixaram cerca de 1,2 mil mortos e 251 pessoas sequestradas. Desde então, a contra-ofensiva israelense resultou em mais de 67 mil palestinos mortos, incluindo 18 mil crianças, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

Situação humanitária crítica

Caminhões de ajuda começaram a entrar na Faixa no domingo (12/10), mas a Organização das Nações Unidas estima que pelo menos 600 veículos diários sejam necessários para suprir as necessidades de 1,5 milhão de deslocados. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) relata que fontes de água, alimentos e medicamentos continuam insuficientes.

A Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) declarou fome em partes do território em agosto. Israel contesta os números e argumenta que “esforços humanitários amplos” têm sido ignorados no relatório, segundo o órgão militar de coordenação humanitária Cogat.

Tensões internas em Gaza

No domingo (12/10), confrontos entre forças de segurança do Hamas e membros armados da família Dughmush deixaram ao menos 27 mortos na Cidade de Gaza. Fontes locais informam que o grupo militante convocou cerca de 7 mil agentes para retomar o controle de áreas evacuadas por Israel.

Enquanto isso, deslocados que retornam às regiões norte descrevem bairros devastados e alertam para a presença de explosivos não detonados entre os escombros. Organizações palestinas de assistência estimam a necessidade de 300 mil tendas para alojar temporariamente os desabrigados.

Próximos passos

Se o prazo desta segunda-feira for cumprido sem incidentes, analistas avaliam que as negociações poderão evoluir para a discussão de retirada militar mais ampla e desarmamento gradual do Hamas. Para Trump, o êxito da etapa inicial será “a base” para uma paz duradoura na região.

Em Tel Aviv e Gaza, famílias aguardam com expectativa a confirmação de que os reféns chegarão a salvo. “Só depois de abraçarmos nossos entes queridos poderemos acreditar no fim da guerra”, declarou um parente em entrevista coletiva no domingo.

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Com os holofotes voltados para Tel Aviv e Sharm el-Sheikh, esta segunda-feira promete definir os rumos do conflito. Fique de olho em novos desdobramentos e compartilhe esta reportagem para ampliar o debate sobre a busca pela paz no Oriente Médio.

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