Trump sugere acordo com Cuba e ameaça cortar recursos se não negociar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (10) que Havana não receberá mais petróleo nem dinheiro de Washington, caso não chegue a um entendimento com o governo norte-americano.
Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, o republicano escreveu em letras maiúsculas que “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO PARA CUBA ZERO!”, recomendando “fortemente” que a ilha firme um acordo “ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”.
Trump sugere acordo com Cuba e ameaça cortar recursos se não negociar
Trump lembrou que, durante anos, a economia cubana foi sustentada por “grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela”. Segundo o presidente, o fluxo de recursos proveniente de Caracas chegou ao fim após a recente operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
De acordo com o mandatário, não será necessária intervenção militar direta contra Cuba, pois a falta de combustível e capital estrangeiro “implodirá” a economia local. Ele também alertou outros governos latino-americanos que, segundo ele, mantêm dependência financeira similar.
As pressões sobre países da região se intensificaram depois da ação norte-americana na Venezuela. Trump afirmou que, diante da queda de Maduro, “diversos regimes aliados” sentirão o impacto e “cairão por conta própria” sem suporte financeiro.
Dentro da Casa Branca, o secretário de Estado, Marco Rubio — filho de cubanos — reforçou a posição do presidente, classificando o governo de Havana como “um problema sério” para os Estados Unidos. Rubio, que tem atuado como interlocutor sobre temas latino-americanos, defende sanções adicionais caso Cuba ignore o ultimato de Washington.
Até o momento, não houve resposta oficial de Cuba. Analistas internacionais observam que a ilha enfrenta a pior escassez de combustível em décadas e depende de importações para manter setores essenciais, como transporte e geração de energia.
Imagem: REUTERS
A Casa Branca não especificou quais condições pretende impor para um eventual acordo, mas assessores indicam que as exigências envolveriam reformas econômicas e mudanças nas relações políticas de Havana com Caracas.
O Departamento de Estado informou que está “avaliando todas as opções” para pressionar o governo cubano, incluindo restrições bancárias adicionais e ajustes no embargo comercial já existente.
Especialistas ressaltam que a ameaça de corte total de recursos amplia a tensão diplomática entre os dois países, num momento em que a América Latina passa por reconfigurações políticas após a captura de Maduro.
Para entender outros desdobramentos que podem impactar a região, confira a seção Economia do Diário de Finanças.
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