UBS descarta encolher diante de regras mais rígidas e promete manter a expansão internacional mesmo sob a perspectiva de novas exigências de capital na Suíça.
O CEO Sergio Ermotti afirmou ao jornal Nikkei Asia que reduzir operações “não é uma opção”, sinalizando que o banco seguirá investindo em mercados estratégicos, sobretudo na Ásia.
UBS descarta encolher diante de regras mais rígidas
Contexto das novas regras suíças
O governo suíço estuda obrigar subsidiárias no exterior a manter mais capital próprio. Segundo analistas, a medida poderia pressionar o UBS a diminuir presença fora do país, mas Ermotti refutou essa hipótese e destacou que aguarda o resultado do processo político antes de definir eventuais ajustes.
Expansão na Ásia
Mesmo com a possível mudança regulatória, as operações asiáticas continuam em alta. O UBS superou US$ 1 trilhão em ativos investidos na região, sendo US$ 800 bilhões em patrimônio e US$ 200 bilhões em gestão de ativos. “Uma estratégia de não crescimento na Ásia significaria abrir mão de uma parte essencial do crescimento global; isso é irrealista”, disse o executivo.
Visão renovada sobre o Japão
Ermotti observou que o Japão voltou a ser “motor de crescimento” depois de anos de estagnação. Reformas corporativas, demanda por planejamento patrimonial e mudanças demográficas reforçam a aposta do UBS no país, onde o banco vê “inúmeras oportunidades” para os próximos cinco a dez anos.
Integração com o Credit Suisse
A compra do Credit Suisse em 2023 fortaleceu a presença do UBS em Cingapura, Austrália, China e Hong Kong. Na China, a união de carteiras transformou o grupo em líder absoluto de gestão de ativos, apoiado pela joint venture com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC).
Pressão sobre o valor de mercado
As ações do UBS recuaram diante da incerteza regulatória: o papel é negociado a 1,4 vezes o valor patrimonial, abaixo de concorrentes como J.P. Morgan e Morgan Stanley, que operam na faixa de 2,5. Alguns acionistas sugeriram transferir a sede para fora da Suíça, mas Ermotti reafirmou o compromisso de permanecer no país.

Imagem: Steffen Schmidt
Fusão avança e corta custos
O processo de integração com o Credit Suisse foi aprovado por mais de 80 reguladores em 50 países em menos de um ano. Os custos combinados, que somavam US$ 42 bilhões no fim de 2022, foram reduzidos em US$ 10 bilhões, abrindo espaço para investimentos em tecnologia, inteligência artificial e novas plataformas.
Ao defender a permanência da sede em Zurique, Ermotti classificou o colapso do Credit Suisse como “tragédia” nacional, mas destacou a importância de “tirar as lições certas” para preservar a competitividade do setor financeiro suíço.
Para acompanhar outros desdobramentos sobre o sistema bancário e o ambiente regulatório, visite nossa seção de Economia.
O UBS pretende seguir como banco global de referência, sustentando sua carteira asiática bilionária e apostando em mercados como Japão e China, enquanto aguarda a definição das novas regras de capital. Continue acompanhando nossas atualizações para entender como essa decisão pode influenciar o cenário financeiro internacional.



